8.7.09

BANDAGE OR BONDAGE?

já é o segundo post do stylecopycat com bandage miniskirts que, (bem) diferente do vestido, eu acho lindo. porque elas são justinhas, mas você coloca uma parte de cima larga e, apesar do nome, não parece que você está enfaixada (múmia style). então lembrei que usei muito sainhas assim com uns 14 anos. era a época das marcas workout, costume e pakalolo, e a lycra cotton estava em alta. pensei que usaria de novo, tivesse eu os tão desejados gambitos. caso contrário, o visual não fica legal, fica gutcha mesmo. aí, lembrei de um versinho de criança, usado uma vez num comercial de tv, que hoje certamente seria barrado pelo conar. não lembro o produto. mostrava as pernas de uma menina, e sua voz:

"'sou pequeneninha, da perninha grossa, vestidinho curto, papai não gosta'. não gosta, é? precisa ver quando minhas amigas vão lá em casa..."

machista, pedofilozinho, politicamente incorreto e... delicioso. 

7.7.09

A VIDA É CHEIA DE TÍTULOS REPETIDOS

desde que 'som e fúria' (a nova minissérie da globo) foi anunciada na tv, não paro de pensar numa pauta que o variedades, do jt, faria na época em que trabalhei lá: nomes de programas/peças e afins com essa frase de macbeth. porque em 2000, a montagem de teatro que foi feita aqui no brasil do livro 'alta fidelidade', do nick hornby, ganhou o nome de 'a vida é cheia de som e fúria'. devem ter outras (precisa de pelo menos três pra render uma pauta, néammm?)
no mais, no mesmo jt, eu e a lola sentávamos uma de frente pra outra. uma vez, num daqueles dias que tinha porra nenhuma pra fazer, desenhei o formato da mão dela num sulfite, recortei e, antes de colar no tubo do monitor (naquela época era assim), escrevi:

"life is a tale, told by an idiot, full of sound and fury and signifying nothing".

um belo dia, chega o franthiesco, lê a palma da mão e diz:

- quem foi o idiota que escreveu isso?

(errrr, shakeaspeare?)

NÃO É SÓ PUNK. É TAMBÉM CHIQUE

isabelli fontana de curto e preto pra campanha da chanel. só pra quem pode (thais included).

6.7.09

CLICHÊ DAS 30 HORAS

and we should consider every day lost on which we have not danced at least once. and we should call every truth false which was not accompanied by at least one laugh.
(by nietzsche, roubada do facebook da isis).

POPDANCE. ON THE FLOOR. IN THE ROUND



demorei pra postar algo sobre o michael mesmo billie jean sendo uma das minhas músicas favoritas pra dançar. mas é que depois de 30 horas de parties maravilhosas, tenho de registrar que os djs daqui de londres têm remixado essa música com a batida eletrônica. e o resultado ficou incrível. e amanhã também é o velório dele, com preços carésimos... é o rei que não me sai da cabeça.
ah, em lisboa, onde os clubs não são bons, as frases nos jornais são ótimas. teve um crítico que escreveu, em caixa alta, no olho, o seguinte:
- "ele mudou a história da música. e com o tempo, mudou de cara também."
(não é incrível?)

5.7.09

ENJOY(ING) THE SILENCE

foi praticamente sem querer que assisti a esse filme ontem. não é novo. mas é ótimo.
eu perdi o comecinho, mas fui até o fim. e na resenha do omelete... "uma dica? se limadas essas cenas [a primeira e a última], que destoam totalmente do restante do filme, coixet teria em suas mãos um dos melhores dramas recentes, mas a mão pesada nesses momentos torna a experiência toda bem menos impactante. (...) chegue atrasado e saia correndo depois da cena do abraço. vai ficar realmente espetacular".

a vida secreta das palavras, de isabel coixet

4.7.09

#TWITTEREADING



a @daniarrais perguntou e um monte de gente respondeu. pediram pra ela reproduzir e segue uma lista de  livros que alguns tuiteiros leram nos últimos tempos. além dos clássicos como cortázar, tomando pelos contemporâneos que já li e gostei (jonathan safran foer, nicole krauss, phillip roth), imagino que dê para tirar dicas bem legais daqui. é claro que eu não soube fazer hiperlink como ela das pessoas, por isso coloquei uma arrobinha antes do nick de cada um. 

@biawabramo: um de trabalho, hello, hello brazil (bryan mccann); reli raízes do brasil, que acho um dos melhores livros ever. ainda: o trato dos viventes (alencastro) e asfalto selvagem (nelson rodrigues)

@yoneshima: tudo se ilumina, do jonathan safran foer.

@mateusmcb: http://tinyurl.com/dyssa2 e http://tinyurl.com/njrgpx, recomendo.

@gfelitti: “fahenreit 451, do ray bradbury, e “o cobrador”, do rubem fonseca.

@piratejenny: li poucos lately, mas me apaixonei por desejo e reparação, do ian st, e carta a d., do andre gorsz. carta a d. é na linha de “oq é o amor pra vc, hj”. vale a pena. vc vai publicar as sugestões?

@cademarcelo: “a resistência ” do ernesto sábato à beira de completar 100 anos ele escreveu algumas cartas para o mundo.

@amarilislage: revolutionary road (richard yates)

@marildinha: henry miller, trópico de câncer.

@thiago_kazu: the road, do cormac mccarthy. quem não chora lendo é porque não tem mais coração no peito.

@vbranchine: “o jogo da amarelinha”, de julio cortazar… muito intrincado e louco… um livro pra poucos…

@m_cello: um dos melhores livros que li foi dois irmãos do milton hatoum.

@elderc: reparação, do ian mcewan. 30 vezes melhor que o filme!

@obliziner: divina comédia (tá é clássico, não sei se conta), cem anos de solidão e tou lendo um bestseller que tou gostando, as benevolentes

@sabrinatr: “leite derramado” chico buarque, “o mundo de sofia” jostein gaarder e “minhas queridas” clarice lispector.

@goyogarcia: já tem um tempinho que li, mas gostei muito do baudolino, do umberto eco

@isabelamena: ‘de verdade’, sandor marai e ‘aventuras de um coração selvagem’, william boyd.

@caroltypes: elogio da madrasta

@ludalima: “norwegian wood”, de haruki murakami. “the catcher in the rye”, de j.d salinger. “as meninas”, de lygia fagundes telles. ;-]

@dudagueiros: vale quadrinhos? shortcomings do adrian tomine. quadrinho menininha!

@lusenalto: a gente se acostuma aos fins do mundo – martin page (acho que é essa a tradução) #melhoreslivros

@rlevino: indignação, philip roth. cine privè, antonio carlos viana. lamentablemente estamos bien, leila macor. entre rinhas de cachorros e porcos abatidos, ana paula maia.

@paprikabr: assim, de cabeça, persépolis

@rbressane: hahahah eu, desde 1970 – nasci quase de 10 meses! aproveitando, pro teu quiz: o livro do ano é o pornopopéia do reinaldo moraes

@mpadrao: defina últimos tempos. o último que eu li que mereça menção honrosa é “admirável mundo novo”, de aldous huxley. mas faz anos. se quadrinhos valer, “a nova fronteira”, de darwyn cooke e dave stewart http://migre.me/30ud. e tô lendo ulisses, mas vai demorar séculos pra eu terminar, e por conseguinte, ter uma opinião conclusiva. 

@brizam: extremamente alto & incrivelmente perto, fuja logo e demore para voltar, estranho caso do cachorro morto e o amante

@renmero: jihad, do ahmed rashid – the road, do cormac mccarthy e buceta, do @biajoni.

@thiagopethit: “a seguinte história” – cees nooteboom

@fabiobianchini: imagino que a resposta “o falcão maltês e a biografia da creation” não vá te ajudar muito, né?

@rebiscoito: “por que os homens não cortam as unhas dos pés?” da stella florence.

@inagaki: “bartleby e companhia”, do enrique vila-matas, e “o livro amarelo do terminal”, da vanessa barbara.

@bamp: que li e gostei mesmo e lembrei de primeira, foi mordidas sonoras do alex kapranos

@violabafile: dicas úteis para uma vida fútil – textos de mark twain!

@alekalko: the history of love, da nicole krauss. extremamente alto e incrivelmente perto”, jonathan safran foer. “the principles of uncertainty”, maira kalman

@pammmmm: hamlet e o filho do padeiro por augusto boal

@gtmacki: a invenção de morel, do bioy casares =)

@zenzi: tentando lembrar: “a sangue frio” truman capote, “palmeiras selvagens” william faulkner, “razão e sensibilidade” jane austen. vou lembrar + lembrei de um que amei, mas li faz tanto tempo que nem lembrava mais: “de veludo cotelê e jeans”, david sedaris.

human booshelf

TUNINHO DO TEMPO


daqui a pouco não vai dar mais pra fazer esse tipo de montagem. que o theo tá ficando a cara da mamãe. 

I DON'T LIKE MONDAYS



a matéria online da abril, veja onde estão os astros de we are the world, me fez lembrar de bob geldof no live aid.

3.7.09

UM BLOG NOVO, DE COISAS VELHAS

uma vez, porque terapeutas adoram analogias, ela me fez pensar em minhas memórias como aquela do computador. eu reclamava da falta, ela sugeriu limpar e eu despejei em páginas virtuais um monte de frases antigas, desconexas, sem pensar. queria mesmo era trocar de máquina, não funcionou isso de automatizar. não funciona é desumanizar. porque as memórias são parte grandiosa do melhor que há em mim. em vez de jogar fora, por que não arrumar? assim não vivo delas, mas à medida que construo outras, sei direitinho em que arquivo salvar.

pra isso, criei o abre o fundo, um blog novo, de coisas velhas. 

(e eu tô com um sério problema de riminhas. será que vale 'analogizar'?)

DESAPEGO É TUDO


apesar que couro bom não estraga...

MOLE OU DURO?

pra quem foi na de lisboa (né, rrrica?) vai ser mole, mole, mole ver essa montação. porque amanhã é sábado.

ALICE IN CHAINS



essa musiquinha de alice foi composta por toda, e qualquer, batida presente no filme da disney. porque só depois de ler a edição comentada da garotinha no país das maravilhas é que eu entendi tudo.

*o título é só uma analogia a layne staley (e tantas drogas).

NO ELEVADOR



remi gaillard é um francês que gosta de surpreender o povo com suas ideias inglesas. normalmente ele programa uma ação, invade um espaço e monta sua obra. o vídeo acima é uma compilação de vários episódios que ele fez no elevador. dependendo do seu humor, pode ser engraçado. tem ainda uma loja de fantasias que ele destruiu. o povo aqui na europa nem pode ouvir o nome dele. tem pavor.

2.7.09

DELETA CHE TE FA BENE


100 toques. seleciona, deleta.
muda o assunto, 50 toques. deleta sem selecionar, pensamento parado enquanto observa sumir letra por letra.
outra tentativa, idéias esparças, palavras com espaços. deleta uma a uma.
pega o jornal na tentativa de encontrar assunto interessante, texto inspirador. mais do mesmo, matérias pra inglês ver, clichês aqui e lá.
acende um cigarro, pensa no tema ácido e amargo entalado na garganta e lembra do caderno de gastronomia. assina o jornal errado, não tem paladar.
engole a frustração com café e dá o nada por encerrado.
hoje é quinta-feira, dia de comer massa. mas nhoque, só no fim do mês.