22.6.06

um sonho de menino

"isso não é um presente. muito menos uma surpresa. isso é a prova de que sonhos podem se realizar...isso é para você pular, se divertir, dar risada e lembrar de uma época em que tudo era muito simples..."

é, parece que a lista de coisas que eu queria que tivesse acontecido diminui...

agora, eu tenho um pogobol!!!!!!!!!!!!!ri, sem palavras...

21.6.06

palavras sábias

meu pai sempre recitou esse poema (ali embaixo) nas horas difíceis, quando a gente acha que os problemas só batem à nossa porta, quando queremos estar no lugar dos outros, quando invejamos a grama do vizinho, para nós, sempre mais verde.







mal secreto (raimundo correia)
se a cólera que espuma, a dor que mora
n'alma, e destrói cada ilusão que nasce,
tudo o que punge, tudo o que devora
o coração, no rosto se estampasse;
se pudesse o espírito que chora
ver através da máscara da face,
quanta gente, talvez, que inveja agora
nos causa, então piedade nos causasse!
quanta gente que ri, talvez, consigo
guarda um atroz, recôndito inimigo,
como invisível chaga cancerosa!
quanta gente que ri, talvez exite,
cuja ventura única consiste
em parecer aos outros venturosa!

20.6.06

dar nome aos gatos (ts eliot)


o nome dos gatos é um assunto matreiro.
e não passatempo para entreter parentes: podem me achar doido igual a um chapeleiro.
mas um gato tem três nomes diferentes
o primeiro é o nome que a família mais usa.
como pedro, augusto, estêvão, oliveiros.
como vítor, jorge, ou jonas ou fiúza...
mas nomes nomes que são no entanto corriqueiros. outros há pomposos, que parecem mais chiques.
sejam para as damas ou para os cavalheiros: como electra, egeu, inês, afonso henriques...
mas nomes que são no fundo corriqueiros.
ora afirmo: um gato apenas se completa
com um nome que seja peculiar e distinto;
como iria então manter a cauda ereta, erguer os bigodes e acalentar o instinto?
dos nomes da espécie, a lista é pequenina: como munkustrap, quaxó, coricopato, e ágata talvez, talvez bombalurina...nome que se aplica apenas a um só gato. mas acima e além, um nome se exorciza, esse que jamais nos viria à cabeça, procurando em vão pela humana pesquisa...só o gato sabe, mas a ninguém confessa.
se vires um gato em profundo mutismo, saibas a razão que o tempo lhe consome: sua mente paira a divagar no abismo. e ele pensa, e pensa, e pena no seu nome: no inefável afável, inefanifável, fundo e inescrutável sentido de seu nome.

putz. eu não...

estive pensando sobre a vida. e sobre as coisas que, desde pequenininha, não aconteceram como eu queria. estive pensando o que essas coisas significam hoje. a conclusão é que, se sou uma pessoa melhor ou pior hoje, é porque existem essas coisas. não que elas expliquem tudo na minha vida. mas, certamente, elas me fizeram entender algo. algo que também não posso explicar. enfim, se estou pensando nisso, é porque alguma importância elas têm. o ri acabou de me listar 3. misturo as dele com as minhas e faço o que mais gosto nessa vida: uma pequena listinha...
1- não ter feito um gol no último jogo do terceiro colegial
2- não ter se tornado astronauta
3- não ter vencido a última fase do super mário
4- não ter sido a madonna
5- não ter usado gesso pra todo mundo assinar
6- não ter comemorado os 15 anos na disney
7- não ter sido o primeiro lugar da mini miss objetivo aos 12 anos
8- não ter tido a chance de escolher se queria fazer primeira comunhão
9- não ter ido ao show da xuxa pra dizer: beijo pro meu pai, pra minha mãe e pra vc
10- não ter guardado um pogobol pra pular até hoje

13.6.06

nos nossos olhos

hoje, pouco menos que refeita do susto (e da brutalidade) da demissão coletiva, lembrei de uma crônica que o leandro quintanilha, que trabalhou comigo no jornal, escreveu ao ser despedido. chama-se "limonada". copiei alguns trechos comuns à nossa situação.
como somos amigas (muito) e também tentamos manter o clima de "tudo vai dar certo", fizemos uma festinha à nossa moda, regada a vinho e com empanada chilena.

"cheguei para trabalhar, apressado, como num dia qualquer. e, mal liguei o computador, uma conversa séria: fui demitido, sem justa causa. o problema não era comigo, parecia término de namoro. o problema não era comigo e virou problema meu.
(...)
ainda havia o aluguel e eu não sabia como faria uma limonada do ocorrido.
(...)
a rotina engana com a sua pseudopermanência. às vezes, ela muda aos pouquinhos e a gente nem nota. em outras, muda tão de repente que assusta antes de revelar a possibilidade de ficar melhor. por isso, eu me apresso em esquecer o medo e adivinhar alguma alegria. como no final da tarde daquele mesmo dia em que fui demitido: dois amigos e eu fizemos uma festinha improvisada, ao clima de ‘tudo vai dar certo’, com pão italiano e requeijão.
acho que vai mesmo. estou seguro de que sou um funcionário insubstituível da minha própria vida. e, se ela me dá um limão, ah, eu faço uma crônica."

metalinguagem

uma vez eu quis guardar meus gadgets preferidos e fiz um blog. mas durou só alguns dias, me deu preguiça

tem umas coisas legais, por isso tô cozinhando o cozinhada aqui

ufa (ou será bufa?)


nos livramos


disso


:P

biscalerta



nos livramos

disso

:P

(p) orca



nos livramos

disso

:P

12.6.06

ovinho para um

prático e fofo, especial para quem mora sozinho e quer cozinhar apenas um ovinho. basta adicionar um pouquinho de água no quick egg boiler, colocar no microondas e deixar 5 minutos se quiser mais molinho, 7, se quiser médio e 9 para o ovo duro.

custa um dinheirinho, $16,89, aqui

o paladar, o tempo, e o tofu da xita

a gente traz mesmo os traumas infantis pra vida de gente grande. quando eu tinha uns cinco aninhos, o piu (meu irmão que me ama, mas que sempre gostou de me irritar) saiu correndo atrás de mim com um peixe fedido e sujo que meu avô tinha acabado de pescar. não contente (comigo correndo e gritando pela casa) ele esfregou o danado no meu nariz até que eu não pudesse respirar. desde então, colocava qualquer tipo do gênero na boca e tinha vontade de chorar. não é frescura, não. meu olho lacrimejava e eu não conseguia engolir. até que um dia eu pensei: cuca x bloqueio psico = cuca trabalhando o trauma do peixe. comecei a me esforçar e acho que estou me saindo bem. faz uns quatro anos que consegui engolir um peixinho. hoje, com 25 ½, ainda não é o que mais gosto, mas não passo fome nem vontade quando vou a um japa. pepininho, shimeji, shitake, guioza, tempura, yakissoba e misoshiro (feito só com a soja, sem caldo de peixe), com umas quatro fatias de sashimi de salmão, e uma dose de saquê me fazem muito bem. sushi? hum, só essas almofadas aí de cima mesmo. tem de camarão, atum, salmão e califórnia roll que, aliás, vão muito bem com o tofu da xita. deliciosos. todos de fofurinha. irresistíveis.

10.6.06

erase and rewind

por "algum motivo" faz oito meses que escrevi esse texto. e, por “algum motivo”, lembrei dele essa semana. talvez só eu entenda esse texto. talvez ele seja um pouco baixo astral, comparando com o que costumo escrever. É, só sei que o que toca agora é "erase and rewind". é só o que toca, já faz alguns dias...enfim,
tem dia em que a gente acorda querendo voltar no tempo. muitas vezes, queremos não só voltar no tempo, como também mudar o final da história. talvez o verdadeiro querer nem seja transformar o desfecho. às vezes basta entender e aceitar que as coisas aconteceram da forma que aconteceu, e que aquilo foi bom do jeito que foi. o difícil é aceitar isso. pois é, a cabeça é confusa, o coração é confuso, o dia é confuso. fazemos as nossas escolhas antes de chegar no que chamamos de terra. e continuamos fazendo. dessa forma, o destino existe sim, porém, ele está nas mãos de cada um. os caminhos estão aí. o que tiver que ser será. o mundo dá voltas. a vida é bela. e, no final, tudo dá certo. taí. frases prontas, clichês...que sejam: elas são verdadeiras. assim como as coisas simples e, ao mesmo tempo, complexas. como os personagens de um romance e suas diferenças. enfim, tudo na vida e no cinema se complementa. é como aceitar que qualquer relacionamento, em geral, vai terminar em lágrimas. o que rola é saber se você está disposto a aceitar isso ou não. porque, como nos filmes, é quase sempre assim: um encontro real que se torna mágico. pessoas normais, um romance sem heróis ou super-qualquer-coisa. a vida e as histórias escritas com o coração...tudo isso pra dizer que, de certa forma, não adianta fugir do amor ou tentar apagá-lo da sua mente. a vida pode colocá-lo na sua frente no dia seguinte e, se você tiver que passar por aquilo, vai passar. tudo de novo. portanto, busque ser feliz, tente encontrar a paz interior, mas não se esforce para esquecer um amor...

sunday, october 09, 2005
posted by cuca at 4:54 pm 1 comments

o 'adote um gatinho' de lá

o gatinho da foto ao lado, adesivado na porta de uma loja de sapatos, em nova iorque, pede pra ser adotado, como aqui. a campanha, 'the street is no place for a kitten', é da ong urbancatleague. ainda bem que existem pessoas como a bigudin, né?


tava no bluebus de ontem.

tofu mates

esses fofuchos eram pra ser postados há uma semana, mas a correria impediu. os tofu head connect cubes são cubinhos de tofu, coloridos e macios. Vendidos individualmente (por $7.50), podem se juntar e formar um blocão. depois a cuca posta as almofadinhas de sushi, feitas de tecido, e o almoço fica completo.

9.6.06

olheira de orelha a orelha

saindo do trabalho, direto para uma festa. passo no banheiro e dou aquele retoque básico na maquiagem. saio do banheiro me achando tanto, que a cuca faz um comentário e eu nem dou bola.


cuca: bigudin, espalha um pouco o corretivo porque tá branco.

eu: deixa, eu gosto assim. no caminho vai saindo e quando eu chegar na festa num tem mais nada.

ahã

8.6.06

flopito meiguito

ai como é bom almoçar entre amigos, esperar juntos pela mesa, dividir o mesmo pedido, o pãozinho com sardela, aquele pedacinho de queijo, saborear os alimentos e rir ao mesmo tempo... hoje foi assim: o dia das meiguetes. é que com o alê é sempre só alegria. depois de um agradabilíssimo rango, a gente sai do gigio, (rua dos pinheiros, 355) e ele tira do bolso três flopitos. ainda vira pra gente e fala:
- eles têm isso aqui. mas eu peguei antes pra vocês porque sabia que iria acabar...que coração de menino meigo é o alê...a gente te ama, querido!!

redonda, pelada e pelota = futebol (hexabrasa)

primeiro foram as bolhas do ronaldão. agora é a bunda do ronaldinho, machucada por um elástico que se soltou durante o treino. qual será a boa de amanhã?!

7.6.06

coisa de menina




nem sempre nossos japoneses são os melhores. no quesito fofura, tem um site nipônico que ganha. é muito lindo. traz fotos incríveis de pandas de pelúcia em situações cotidianas e outras surreais, como estas daí. tem fotos deles casando, no parque de diversões, fazendo trilha perto da cachoeira, indo passear com os amigos. é de morrer!

6.6.06

metalóide

lendo o post da cuca me lembrei da música do iron maiden. gente, to muito headbanger hoje.
acho que é efeito da besta.

666 the number of the beast
hell and fire was spawned to be released
666 the number of the beast
sacrifice is going on tonight

macabro esse tal 666

esse post faria mais sentido se tivesse sido escrito às seis horas e seis minutos da manhã, do sexto dia, do sexto mês, do sexto ano. mas, por algum motivo cabreiro, eu – que tinha pensado em fazer isso – não consegui acordar. ainda assim, agora são 16h. e um mais seis é meu número de sorte. bem, isso não importa muito. o que importa é que hoje é 06/06/06. mas, que diabos significa esse número? ninguém sabe ao certo, mas teorias não faltam. besteira? não. não é besteira, embora no apocalipse, 666 é citado como sendo o número da besta. mas além disso, vários outros significados podem ser vistos aqui. um deles é que o número se refere à “composição química humana, formada essencialmente por carbono: 6 prótons, 6 nêutrons e 6 elétrons”. tipo: somos cria da besta...mas o melhor de tudo é que nos estados unidos existe um xarope para tosse, chamado 666. engasgado com o bush? toma o xarope dele que passa. e no resto mundo, como era de se esperar, algumas pessoas até mudaram a rotina para esse dia. outras mudaram a rotina até de quem ainda nem chegou e mal sabe do que se trata. isso mesmo. grávidas desmarcam partos no 06/06/06. "normalmente, datas em que números se repetem são muito procuradas. mas, pela associação com o número da besta, uma das minhas pacientes antecipou o parto em um dia e a outra, que terá parto normal, está bem preocupada”, diz o obstetra luiz fernando pereira leite, supervisor das maternidades pró-matre e santa joana. já na inglaterra, como também era de se esperar, “segundo o jornal sunday times, uma mãe quer ter a filha justamente no dia 6, e batizá-la de regan, homenagem à menina possuída em o exorcista”. sei lá o que tudo isso quer dizer, mas, certamente um monte de bestas tá rindo à toa...

5.6.06

pérola

na redação: precisamos de um personagem que trabalhe com olfato, como uma perfumista...
cuca querendo ajudar: ah..pq vc num fala com alguém que trabalha num posto de gasolina?





má cuma?

que rico

quem já foi para argentina ou conhece alguém que já tenha dado uns bordejos por lá, deve conhecer os alfajores havanna. é o tipo de iguaria que você num come sempre mas come de vez em quando, sabe? minha mãe tinha me dito há uns meses atrás que os chocolates havanna iriam desembarcar por aqui. dona maria josé falou que leu em algum lugar mas num lembrava onde. bem, eu queria saber mais, procurei em revistas de gastronomia, sites, no google e nada. mas mesmo assim espalhei a notícia: “minha mãe leu...”. mas neste final de semana a veja são paulo confirmou a notícia para minha felicidade. ta lá. no final deste mês haverá uma loja nos jardins e um quiosque no shopping iguatemi para vender essas maravilhas. e levando em conta que a taxa de importação é de uns 35% eu já estou juntando o dinheiro. na minha primeira compra irei de alfajores de dulce de leche cobertos com chocolate ao leite, mais aqueles de merengue e havannetes- uns cones de chocolate recheados com um doce de leite mega encorpado e cremoso. hummm....

mesa redonda (hexabrasa)

eu, que não entendo nada de futebol, tô assistindo com certo interesse alguns programas sobre a copa. claro. assim, que nem criança, eu digo que meu time é o brasil. e tenho dois comentários sobre um programa desse tipo que tá passando na tv agora. o primeiro, é que nos divertimos no bairro da liberdade sábado e o japão é um adversário importante do brasil. timing péssimo esse nosso. o segundo, é que o bobueno tá conversando com o falcão, o arnaldo césar coelho e o leonardo. ah, o leonardo. que fofurinha, meu deus! ele é lindo, fala direitinho e coisas fofas! só precisa urgentemente tirar esse mullet. corta o mullet leo, corta o mullet!

o futebol é uma caixinha de obviedades (hexabrasa)

de 4 em 4 anos atualizo, sem esforço, um dado de conhecimento geral.

censo 2006:
o brasil é o país dos 180 milhões técnicos de futebol

né?


(186.400.168, segundo o site do ibge)

4.6.06

tubaína japa

salvo exceções como a do post abaixo, a liberdade tem seus encantos particulares e imperdíveis. dá pra comprar mangá de menina, shin chan em japonês, pei pa koa e, principalmente, ir na bakery itiriki. bastante conhecida, a itiriki é um misto de padaria das boas com mercearia japa, café gostoso, clima de... bom, a cuca disse que se sentiu num café de freeshop e eu, que tava me sentindo em algum lugar fora do brasil que não sabia onde, embarquei na viagem dela. a bakery itiriki fica na praça da liberdade, 159 e, além de uns mega doces de chocolate gigantes e apetitosos, muffins, doces de feijão e bolinhos salgados (tudo self service) vende um refrigerante japonês de garrafinha com design estiloso, tampa acoplada, bolinha mágica e gosto de tubaína, o ramune drink. delícia!

sushi paraguaio

degustar um sushizinho no bairro da liberdade pode ser um dos pedidos mais acertados - ou mais desastrosos. é que em pleno reduto japonês você pode se deparar com uma dona de restaurante falsificada - no caso coreana - e, como se não bastasse (ou até mesmo por isso), extremamente mal educada e sem idéia alguma de como funciona o ritual culinário nipônico. assim é o restaurante domo, portinha pequena e (pelo menos pra gente) convidativa, numa travessinha da rua da glória.
o rodízio não obedece ordem alguma de sequência de pratos. o shimeji, por exemplo vem depois dos sushis e sashimis, assim como o temaki e a salada de pepino (sem tempero), que só chegam à mesa se você reclamar muito. escolha do tipo de peixe ou quantidade dos sushis, então, nem pensar. como a garçonete é cria da dona, pense duas vezes antes de dizer alguma coisa. você pode ouvi-la comentar com a mesa do lado o quanto você é chato. engula a indignação com pedaços de sashimi - que, justiça seja feita, são bem cortados - e não volte nunca mais.

2.6.06

chá de táxi

acabo de chegar em casa. depois de uma longa viagem. é que resolvi, por conta do frio e das mochilas, pegar um táxi. fui ao ponto da teodoro, esquina com a trip, e encontrei o “paulo “bem-bolado”. de cada três palavras, uma era “bem-bolado”. quando não no diminutivo. aliás, nunca vi um taxista que falasse tanto. e de tudo. que descarrego “bem-bolado”... até minha casa foram 20 minutos, 20 reais. mas na hora de pagar, quase que eu pedi o reembolso e um crédito de, pelo menos, 130. porque aquilo sim foi uma terapia de uns 150. e muito bem-bolada. foi só sentar no banco e...

-porque eu adoro queijo. rosa, roxo,verde, amarelo. adoro. “bem-boladinho”
*hum, sei.

-lavei o carro hj pensando que fosse chover. e nada. mas amanhã vai. primeiro vai fazer sol, e depois vai chover.
*hum, é?

-nossa, tem um supermercado aqui na artur. “bem-boladinho” mesmo. é bom? pq eu só compro no outro lá em cima. passo aqui tantas vezes e nunca reperei. é bom? que vc compra aí?
*hum, é bom sim. compro queijo ralado, às vezes. e polvilho tb.

-nossa, e vinho, hein? ai como é bom. gosto muito. mas não daqueles que amarram a boca, sabe? gosto daqueles que nem suquinho. “bem-bolado”. minha tia traz um da praia, que nossa.
*é bom. gosto tb.

-olha que hj tá uma beleza o trânsito. difícil pegar a groelândia assim. se bem que é sempre melhor que a brasil. mais bem-boladinha. os passageiros preferem a brasil, acham que vai mais rápido. mas e o tempo que vc fica parado?
*pois é. a groelândia vai bem.

-se bem que aqui qdo pára. sabe aquela segunda que todo mundo foi mais cedo? então peguei um japonês pra levar naquele hotel que parece um barco. como chama? como fala? iunique? ah, u-n-i-q-u-e. mas pq é assim hein? nossa, que “bem-bolado”, né?

-então, ele tinha uma reunião, sei lá. alguma coisa lá. mas como chama? então, deixei ele lá. mas pegamos um trânsito...loucura. e qdo a gente tava chegando, ligaram pra ele avisando que a reunião tinha sido cancelada, mas aí ele falou. me deixa lá mesmo que eu pego carona.
*hum, imagino...

-e depois eu tava voltando. peguei uma passageiro que foi pra vila curuçá. sabe onde fica? itaim paulista. vixe, chegando lá, quebrada mesmo né? chegando lá longe, minha família preocupada. eu perguntei pra ele pq lá. ele era carioca e tinha dois filhos com uma paulista que morava lá. ele ía pegar ônibus, mas não tinha. eu levei. e quando eu tava voltando, a polícia, ronda me parou. tá fazendo o q aqui? ué. tô trabalhando. trabalho em pinheiros, moro no belenzinho, tô voltando pra casa, o carro é meu. nossa, deu até medo. se bem que a gente não pode ter medo pq a gente atrai. tem que ficar tranqüilo pq o que tiver que acontecer, acontece. mas em casa todo mundo se preocupa
*ééé, claro...

-vixe, que tá tendo aqui no ibira? nooossa vai ter corrida. é bom saber. fizeram o “bem-bolado” aí. imagina, vai tá uma loucura. não ouvi nada no rádio. mas olha só, é domingo. ihhh, domingo nem posso passar aqui então,
*é, né...

-pq de sábado eu fico na 25 de março. fico lá e se tá bom eu não saio. levo o passageiro e volto. amanhã eu vou, né? se chover estraga. mas agora, com a copa. tá todo mundo indo comprar coisinhas, bandeirinhas. tudo verde e amarelo. tá bom. “bem-boladinho”.
*então...

-então vc mora passando a 23. a gente segue lá na frente né? vai pagar com cheque? olha só, meu nome completo é paulo r.s e minha placa é xxx0000. pq eu acho que vc tem que fazer o seu e eu faço o meu. toda vez que pagar com cheque, põe nominal e anota a placa no canhoto. tem uns taxistas que passam o cheque pra frente, sabe? assim vc se garante. é “bem-bolado”, sabe? cada um faz o seu. “bem-boladinho”.

(affff...). foi mal. mas é que depois dessa, eu precisava descarregar também...

i love organics and calcinhas

o marinho, amigo querido a quem devo um café, escreveu hoje no blue bus sobre a onda do algodão orgânico. eu adorei, afinal, tem tanta coisa feita de algodão. nada mal uma calcinha livre de herbicidas e pesticidas... enfim, tudo em prol da saúde. sua e do planeta...

micróbios bons de pegar

as plush microbes são notícia velha do thinkgeek, mas vão bem agora no inverno (melhor que piadinha de gripe datada). boas de pegar, de plush, fofinhas. tem o resfriado, a gripe (lombriguinha verde), a dor de garganta (feijãozinho vermelho lá atrás), a vaca louca (tiraram da foto) e até coisas mais pesadas como sífilis e hiv. aqui dá pra ver uma a uma. tudo de plâshi, que é o tecido da moda.

update yourflu


na cbn hoje cedo

gripe evo morales:
tira todo o gás



(ui)

eu chamo de palitinho nos olhos. eles chamam de “jet lag social”

saiu na folha equilíbrio de hoje que 50% das pessoas sofrem de “jet lag social” – uma maneira cool de chamar o descompasso entre o relógio biológico e os horários dos compromissos, da rotina. "é como se essas pessoas estivessem permanentemente sob os efeitos de uma mudança brusca de fuso horário. os famosos corujas, pessoas que naturalmente sentem sono mais tarde que as outras.
mas o problema nisso tudo é que com o tempo alguns efeitos aparecem. as tarefas que exigem criatividade, por exemplo, passam a ser mais difíceis de serem executadas. no entanto, o bom é que uma simples exposição solar mistiga tais efeitos". e eu, que nunca fui de dormir cedo, e que adoro o sol mais que tudo, vou continuar fazendo parte dos 50%.

1.6.06

coração chambinho

depois das 40 velas, do contrato e do bom vinho chileno, ele virou e disse:
- esse é o melhor aniversário da minha vida.
ela, olhando em direção ao céu e encantada com o astral da noite, respondeu:
- meu coração tá muito feliz. feliz que nem o chambinho...