
nova york, 9 de março de 1959. foi nesse dia que nasceu a modelo-teenager-sempre-atual barbie. aliás, podemos dizer que a loira-alta-e-magra representou muito bem a moda e o comportamento feminino desde então. corpo de manequim e medidas perfeitas sobre as longas pernas era pouco, afinal o mundo dela sempre foi cor-de-rosa: namorado perfeito, amigos e grana pra comprar carros, mansões, e abrir o negócio que quisesse: de lanchonete a salão de beleza.
porém, se não fossem os anos 80 e a cultura trash, a barbie estaria hoje trocando o salão de beleza por um consultório de cirurgias plásticas e estéticas. não que muitas barbies (leia-se mulheres) não tenham se inspirado na tal. mas então, o que levaria o ícone dos sonhos femininos a mudar radicalmente? sim, amigas. preparem os corações e procurem aceitar que a barbie só quer ter uma vida comum, como a nossa – com direito a cabelos rebeldes, uma cervejinha, aquele cigarrinho e a barriguinha que se ganha com a mesma cervejinha, e a idade. claro, porque mulheres comuns envelhecem.
enfim, este é um assunto longo e pode ser abordado de diversas maneiras. podemos então falar sobre as coroas-pós-45, adeptas ao bronzeamento artificial, à boca artificial, aos olhos artificiais, às pernas artificiais, namoros, amigos, e status: tudo artificialmente produzido. ou então, tentamos entender aquela “amiga” mal-comida, infeliz por natureza, que usa toda a artificialidade para tentar ganhar amigos e acredita que aquele seu emprego artificial é, de fato, algo muito importante. teria ela ganhado uma
barbie trash quando criança? analogias à parte (ou não), a evolução da barbie acompanhou os movimentos feministas. resta saber se a nova versão é só uma boneca para adultos, ou se é realmente mais uma representação da época...