4.7.08

meninas, eu vi

a primeira vez que ouvi falar do alex atala foi no começo dos anos 2000. pouco depois, meu irmão luiz assistiu a um documentário sobre ele, falando das trips, tatuagens - do estilo de vida de certa forma outsider pra um chefe de cozinha de certa forma mainstream (ele já era dono do d.o.m.)
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tanto pelo conteúdo da mensagem como pelo mensageiro (eu e meu complexo de electra fraternal...), fiquei encantada pelo chefe - e mesmo com o meu chefe presente em uma reunião de pauta no jornal, em 2004, reproduzi o já reproduzido (para mim) documentário, acrescentando elogios tipicamente femininos. mezzo vergonha, si.
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e então, no mesmo ano, entrevistei (ok, por telefone) o cara e, humm... foi bom para mim.
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um ano depois, tivemos eu, a tha e a manu a chance única e exclusiva de ver, a olhos nus, o dom do alex. não, não fomos ao restaurante. na mesa da revisora da trip, a print de uma versão da foto publicada em que as mãos repousavam ao lado do corpo (alvoroço na redação). que a mulher dele (sabiamente) não aprovou.
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hoje saiu um pequeno ping com ele na revista de moda da folha. pequeno e com partes meio brochantes como quando ele diz que gosta de paul smith e burberry, usa comme des garçons e não acha que as gravatas, camisas e cuecas brasileiras têm corte bom (ok, o assunto é moda). mas aí vem a última pergunta, que traz de volta o alex do meu imaginário*:
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- você tem algum vício fashion?
- tinha. adoro relógios e tinha uma coleção com 17 modelos. mas vendi todos para montar o d.o.m.
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*com as mãos ao lado do corpo, só de relógio...
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(brincadeira. mas é que uma única resposta outsider é capaz de deletar todas as nove outras mainstream. é ou não é muito nóis?)

Um comentário:

thata disse...

depois do ótimo texto, do relógio e de lembrar da foto na trip... você tem um cigarro pra mim? porque eu tô bem satisfeita... ;P