30.9.08

DOS OLHOS

eu assisti a blindness num fim de tarde chuvoso no rio. à noite, coloquei no canal brasil e estava passando janela da alma. pensei: coincidência interessante.

hoje eu assisto ao fernando meirelles dar entrevista à marilia gabriela. depois, coloco no canal brasil e tá passando um making of (incrível) de blindness. pensei: coincidência? medo! sinal?

(a última cena desse making of é lindíssima. saramago se emociona ao assistir ao filme, o que emociona o fernando meirelles. que te emociona também e é lágrima pra tudo o que é lado)

AVANT LA LETTRE


a tiazinha aí de cima chamava daphne oram (1925-2003) e foi não só engenheira sonora da bbc como criou, lá atrás, as primeiras batidas de música eletrônica.
achei no boing boing, que dá um trecho (abaixo) de uma matéria que saiu sobre ela no guardian.
"oram was one of the first british composers to produce electronic sound, a pioneer of what became "musique concrete" – music made with sounds recorded on tape, the ancestor of today's electronic music. her story makes for fascinating reading. she was born in 1925 when britain was between two world wars. she was extremely bright, and studied music and electronics – unusual at the time not only because electronics was an exciting new industry, but also because it was a man's world.
she went on to join the bbc, and, while many of the corporation's male staff were away fighting in the second world war, she became a balancing engineer, mixing the sounds captured by microphones at classical music concerts. in those days, nearly all programmes went out live because recording was extremely cumbersome and expensive. tape hadn't been invented, and cheap computers were half a century away.
yet when tape did come along, in the early 1950s, oram was quick to realise that it could be used not simply for recording existing sounds, but for composing a new kind of music. not the music of instruments, notes and tunes, but the music of ordinary, everyday sound."

'ZÉ DA OFICINA'


'é difícil separar o diretor josé celso martinez corrêa do personagem zé celso, ainda mais quando ele insiste em dizer que “não tem uma, mas muitas personalidades; que não tem consciência psicológica, mas sim cosmológica; e que a privada é um ótimo lugar para a leitura dos romances de thomas mann”.
em uma entrevista de 45 minutos, ouvimos este fundador do grupo que resistiu à ditadura militar e mantém os repertórios no mesmo espaço há cinco décadas. ele até sabe conversar sem devaneios, mas é raro ‘encontrar’ este zé celso. “não sou a caricatura de mim mesmo. sou o zé ninguém, o zé do nada. para falar com você, por exemplo, estou aqui deitado na cama apenas de meias. já abri a janela e beijei as flores porque hoje é primavera”, diz, para somente confirmar nossa teoria.
em comemoração aos 50 anos do grupo, estréia hoje (26) a peça 'os bandidos', texto de friedrich schiller, que conta uma história parecida com a que a companhia vive atualmente. nela, o conflito entre dois irmãos também pode ser visto como uma analogia ao embate que o diretor vive com o empresário silvio santos há 30 anos – a negociação do terreno ao lado do teatro em que zé pretende construir uma vila cultural e o empresário insiste em levantar dois edifícios. de volta ao palco, cerca de 30 atores fazem parte da montagem que estreou há dez dias em porto alegre. construída em versos, a obra adaptada é uma ‘ópera de carnaval’, com trechos em diferentes ritmos. para o diretor, a montagem é um “novelão das 8”.
(thais caramico)'

nessa matéria da tha, publicada originalmente no guia do estadão de 26/09, ainda tem um ping delicioso. pena o guia não ter link pro portal. ainda.

VOLVER

foi durante minhas férias. logo na volta, fiquei apenas sabendo do fato, por conhecidos em comum. mas um tempo depois, chega uma mensagem na intranet, que me deixou muito feliz. um parárgrafo de despedida e meu nome ali, entre os 'amigos'.
e eu que estava torcendo por um motivo pra postar aqui o tal paráfrafo, achei domingo passado:
"a partir da próxima sexta-feira, 3 de outubro, o estado amplia seu time de colunistas, tanto no caderno 2/cultura quanto no caderno metrópole. jovens escritores se juntarão a autores renomados; e todos juntam-se aos colunistas com presença já consolidada nas páginas do jornal.
(...) no metrópole, quatro novos colunistas alternam-se, aos pares, na contracapa do caderno, domingo e segunda. (...) às segundas, o jornalista mineiro fred melo paiva, um dos fundadores do caderno aliás. fred, como é sempre chamado, estréia no dia 6. (...)"

e como quem saiu do jornal agora fui eu, mesmo assinando a folha, vou comprar o estadão segunda sim, segunda não. óbvio.

APOSTA


se um dia - e nem que por um só dia - este desejo deixar de ser platônico, eu levo as bexigas pra cima, facinho, facinho. aqui mesmo, no blog.

BARULHINHO BOM

no começo, era só mais um carro muito sujo na cidade. dica de um amigo: carro limpo atrai mais os bandidos. outras coisas já estavam (ou não estavam) lá: um buraco no lugar do som (obra justamente dos bandidos, duas vezes), calotas arranhadas (obra minha, mesmo), parachoque riscado (uma senhora que... enfim). isto posto, foi fácil sublimar o desejo do carro novo: quanto mais velho e ralado, menos atraio assaltos, mais tranquila ando por aí. ótimo.

agora, escapamento furado, já é demais. a idéia era afastar os manos. não ser confundida com eles.

(e nunca um só parágrafo teve tantos dois pontos como esse aí de cima)

:P

DÁ ZERO PRA ELE

DE NINHO NOVO

lolita

29.9.08

MR. M

nic hess

GERENCIADOR DE TAREFAS

no quedan blogs

DE LAVANDA COM RASPINHA DE LARANJA


sewingstars

FIRST CLASS

publicidade no ar
no quedan blogs

SASQUATCH

roads worth

FACILITADOR


do livro 'the allure of women', françois baudot

DERRADEIRO

EMPANADAS


MOTHERHOOD


- mãe, deixa eu ir que preciso pagar duas contas. é tão urgente que vou pagar mesmo sem ter grana.
- mas você vai gastar sem ter dinheiro?
- vou
- você não viu que os bancos americanos quebraram por ignorar a falta de lastro?
- eu tô ouvindo mal ou você tá ME comparando com os bancos americanos?

porque ser mãe não é achar seu filho apenas mais bonito que os outros. a megalomania vai além.

LOOK UP



HOMEMADE

31.05.2006. um romance começava assim, confuso. um jantar chileno resolveria o problema. uma noite incrível para duas pessoas que só queriam a mesma coisa: calma. e elas só estavam se conhecendo...
10.11.2006. pouco mais de cinco meses depois e uma certeza absurda, por ora infinita, quase reveladora. uma paixão serena (isso existe!) e a mesma certeza para duas pessoas que tinham a mesma vontade: dividir tudo na vida.
essa casa aí de cima foi presente de aniversário dele pra mim. feita de papelão e crepom, tinta, vela e playmobils. não demorou dois meses e o sonho (da casa própria) virou realidade. e sabe pra onde a gente tá indo agora? de volta à sala do jantar chileno. que um dia foi a casa dele e agora será a nossa. me sinto como aquela garota que há quase três anos conheceu o homem de sua vida. sim, dentro de um casamento, a rotina camufla um pouco esses sentimentos. mas que bom que sempre tem uma mudança no meio... tô namorandô! tô namorandô!

APAGANDO UMA LUZ

pra acender outra...

28.9.08

LIVING, LEAVING...


a gente se apega. porque fica. no cheiro, na luz acesa, no fio que se esconde por trás do pé da mesa, no buraco da parede. fica na coleção nova de panelas, no desejo de experimentar, pela primeira vez, uma vida a dois. fica no conjunto de talheres que foi feito para durar um ano e nada mais. está nos temperos abertos, lembranças de amigos (ah, os amigos), no colchão, na poeira que não vôa. porque o apego vem e não solta. não limpa, não se desfaz. tá na luz vermelha, na cortina improvisada, no frio que passa pelo vão das enormes janelas estilo 50. tá no corredor, no elevador de cinema, no bambu que já se foi, nas roupas que não cabem mais. tá na campainha que toca e faz latir uma baleia que não completou um ano no endereço, mas conhece muito bem cada esquina dali. o apego é primo da nostalgia. faz lembrar das noites mal dormidas, das noites mais lindas, da lua que corria redonda pela varanda enquanto todos riam na sala. está nos filmes, nas músicas, nas receitas, no suflê de goiabada com calda de queijo. é doce e salgado ao mesmo tempo. o apego fica e sempre vai ficar. tá aqui dentro agora, no desejo de saber que uma vida melhor começa. e ainda que o número 430 da pires não me pertença mais, levo comigo aquilo que realmente importa: a lembrança, ele e ela.

SO...


RAMBO NA LAJE


PEGANDO NO BATENTE




BANQUETE

eu gosto da idéia de não ter visto o defeito. logo eu, olho clínico, especialista no assunto, olhava e não via o defeito. ela reparou nisso rindo, mas também assustada. e assim fiquei, entre um sorriso e um susto, já que aquilo era sinal de uma coisa maior: eu estava apaixonada. de certa forma, platonicamente apaixonada. uma sensação esquisita. tentei, em vão, trazer a platonice para a realidade, nem que não fosse paixão. não tenho mais idade pra essas coisas. mas a vida me fez esperar, e aqui estou, acalmando minha ânsia, fingindo não pensar, escrevendo sobre isso. nem sempre sorrindo, mas ainda assustada.

27.9.08

F FOR FART

complex circle

I DO

boogie photographer
tokyo

I HAVE A DREAM

ny

ENSAIO SOBRE A TOSQUEIRA

eu não sei se seu príncipe virou sapo, se o chuveiro quebrou de novo, se você corrigiu a miopia, a hipermetropia, o astigmatismo. não sei se você, afinal, se deu conta de sua pequenez - e deus me perdoe o duplo sentido! - , do seu sorriso de cavalo, da sua falta de autenticidade (e gosto, jeez...). não sei nem seu nome todo, não lembro o que faz, nunca me incomodei com você. mas, por favor, pára de ligar pro meu celular fingindo que é engano. isso te faz menor (se é que é possível - e deus me perdoe de novo!) não só aos meus olhos - porque isso importa pouco, te garanto - mas aos olhos dele, que você tanto preza (imagino eu, ou não seguiria meus passos, desejaria ouvir minha voz, copiaria minhas idéias - e as esdrúxulas, o que me dá mais vergonha).
faz o seguinte, se olhar pra si mesma dói tanto, fecha os olhos. assim, você pára enxergar meu blog, meu número de telefone, minha vida.
agora, se você vem atrás de mim desejando que eu vá também atrás de você - numa tentativa vã de melhorar sua auto-estima - não adianta. porque, então, você já é completamente cega.

SINCRONIA

uma muda de casa, outra de emprego, outra de estado civil
já que é pra fazer, que seja tudo ao mesmo tempo agora
la buena suerte, chicas!
three on one

PASSANDO A CHAVE NA PORTA

a mesa limpa, os papéis no lixo, souvenirs e legados deixados pra ótimos amigos. partida gostosa, que deixa saudade. perceber que a segunda passagem pelo limão foi especial. não só porque tirou o azedo da primeira, transformou antigos colegas em amigos atuais, mostrou que o velho pode ser também o novo. mas porque prova que a teoria funciona na prática: é preciso mudar, sempre, abandonar a zona de conforto, apostar no risco em detrimento do seguro. mesmo que doa no começo, mesmo que dê medo, mesmo que os outros te achem maluca.
de novo: foi tão bom que é só saudade. e o caminho pra frente continua, non stop.

25.9.08

DOLL ART

e eu que pensava já ter visto a blythe em todos os seus momentos. isso, antes de conhecer o maior álbum dela.

MÁSCARA


cada vez mais eu tenho certeza de que deus cuidou pessoalmente da criação do rímel. o da lancôme, inclusive, teve uma mãozinha do diabo.

SÃO TANTAS AS EMOÇÕES


voltando do jornal pra casa, um emoticon faz vezes de placa de trânsito. ou será o contrário?

24.9.08

"FICA VEDADA QUALQUER FORMA DE DISCRIMINAÇÃO..."


entrada social: área de serviço do crusp na capa do guia do jt que sai na próxima sexta.
foto do felipe rau
UPDATE: e não é que a matéria caiu e a capa é outra? futebol. blagh!

CORNETADA POP 'GREENGOW'

é unânime. thiago ney não gosta de música brasileira. não entende a poesia, a melodia, a harmonia. precisa ter gringo no meio pra coisa ser boa. tucano paga-pau. ontem, conversando com alguns amigos pelo msn, ficou claro o descaso por um cara que tá perdido. eu adorava conexão pop. mas isso foi antes de ney seguir o caminho de lúcio ribeiro. pena! hoje, a coluna traz apenas a revolta de alguns leitores sobre sua última crítica. de novo, total sem fundamento. eu aqui, tô revoltada também. e não porque da última vez ele disse que o trabalho de camelo beira o insuportável e hoje duplicou a agressividade dizendo que é mais legal ver o primo dele pintando a cerca do que que ouvir o disco novo - dãrrr! ele nem sabe ao certo o nome do disco! o que me deixa aflita é o fato de um cara aproveitar o espaço assim. sendo só mais um crítico da folha. e daí? afe.
/
juro que não leio mais a coluna. me faz mal, sério.

DA RUA

talita hoffmann, gaúcha, 20 anos, encantadora. completamente influenciada pelas artes naiff e folk (e pelo namorado bruno 9li).
é, desde então, minha tela de descanso mais amada.

23.9.08

LITTLE NATALIE PORTMAN




lolita, claro

E O CORPO AINDA É POUCO...


da série "contando agora pode não ter graça, mas na hora...":
bezzi procura evelin para tomar um café, ela toda ocupada e cheia de energia, chega em sua cadeira e diz, tom e mãos teatrais:
- bezzi, esta aqui é uma editoria que pulsa!
ao que ele, já de costas...
- é, e o arnaldo antunes também...

'VOCÊ GOSTA DE POESIA?'

ando apaixonada por um amor alheio. nem por uma parte, nem por outra, mas pelo todo. e eles se escrevem poemas. sem que isso seja piegas, publicam, cada um no seu blog, poesias que citam - sem revelar a totalidade - o outro. um detalhe, um fato, uma descrição com discrição. eu, que nunca gostei de poesias - agora vejo que por pura ignorância - estou encantada. é fato que seus escritos pendem mais para a prosa poética (e, conseqüentemente, para o meu gosto) mas para isso é preciso beber em fontes certas. e, claro, eles o fazem. esses dois, aos meus olhos tão heterogêneos quanto deserto e água, formam, ao menos na tela do meu computador, o casal mais harmônico que já vi. ela, menina de 20, fala rápida, informatizada desde criancinha. ele, homem de 40 e alguns, jeito manso, não tinha nem celular nos anos 2000. a poesia, tão antiga, é atemporal, nem liga pra essas coisas.

LISTA DE UM CASAMENTO FELIZ

17 anos de amizade
300 partidas de truco
3 faculdades
5.000 músicas
20 tombos (à cavalo)
10 tombos (na mobilete)
500 festas
200 choros e desabafos
400 histórias
150 viagens
200 mergulhos
100 horas de sauna
14 amigas inseparáveis
e 1 dia para a preta (a mais nova da gente) começar uma vida de sonhos (teve até 10 minutos de fogos depois do esperado "sim"). e não foi qualquer foguinho, não.

22.9.08

PARABÉNS, MEU AMOR. VOCÊ É UM DOCE...















a dançarina gracyanne barbosa ganhou do namorado, o cantor belo, um bolo de aniversário no formato do seu corpinho de alterofilista. o amor realmente é lindo. o cara gastou uns 2 mil reais em um bolo tosco e ela achou linda a homenagem.

preste atenção na vela-rojão. poderia estar um pouco mais embaixo, não?