adoro padarias. adoro. só não mais que cafés, mas o que aconteceu hoje só poderia ter como cenário uma padaria de bairro. cheguei na escola cedo, morrendo de vontade de tomar um vanilla expresso e sendo assim fui à padaria da qual sou habituée. chegando lá sou recebida com beijinhos por um atendente conhecido, o paulinho (nem me constranjo mais...) e sou atendida por um novo, que tem uma tatuagem no braço direito:"amor só de mãe". quando já estava nos últimos goles do meu café o paulinho pergunta sobre um terceiro atendente que não estava lá, o português dono da padaria (parece até redundância, né?) respondeu que o fulano estava no hospital e diretamente pra mim:
— ele tomou uma paulada da mulher dele bem na cabeça. está com um galo enorme.
assustadíssima respondi:
— nossa, mas isso é muito perigoso!
o da tatuagem, muito espirituoso interfere:
— é mesmo, morar com mulher é perigoso mesmo!
quase fiz chafariz com o café, gargalhei feito uma doida. tive que ir embora porque quem não ouviu a história achou que eu tivesse enlouquecido.
têm coisas que alegram um dia frio, né?






