
descalça pra lá e pra cá, revezando entre a grama e o chão de pedrinhas, já no primeiro dia deu uma topada daquelas que até levantam a unha do dedão. e doem pra burro, ô se doem. mal sabia que já estava tudo programado: revéillon no mato, com e como criança, os machucados seriam inevitáveis. com pouco mais e pouco menos de um ano, os dois mais novos integrantes da família ainda eram pequenos demais para aprontar (muito). então por que não aprontar por eles? isso deve ter pensado provavelmente o inconsciente. na mesma noite, fez um galo bem grande na cabeça, que cantou toda vez que a menina cedeu lugar para a mulher deitar na cadeira e tomar sol. numa noite, durante o banho, foi lavar a orelha e machucou o ouvido. doeu, passou, esqueceu. só lembrou quando quis plantar bananeira na piscina: o tímpano machucado não aguentou a pressão. doeu demais, ô se doeu. mas é que ficar de ponta cabeça em dupla não é coisa pra todo dia, ainda mais depois brincar, entre gargalhadas, de jogar de frescobol na grama. ainda bem que o voleibol na água foi bem antes disso, ou teria ficado fora da turma. mas a dor passou assim que o moço levou a cesta de lichias para que elas comessem ali mesmo, de biquíni molhado, sentadas na pedra mineira. foram colhidas especialmente pra elas, que mais cedo tentaram em vão cutucar a lichieira com uma vara comprida de bambu. uma saiu ilesa, conseguiu três frutas e ficou rindo da outra. que comandou o ataque, pegou só uma lichia e tomou três picadas doloridas. não sabia que uma nuvem de insetos morava dentro daquela árvore. claro, foi a mesma que topou o pé, feriu o ouvido e bateu a cabeça. com mais de 30, se machucou como se tivesse 3. mas se divertiu como há muito, ô se se divertiu.
2 comentários:
São boas as férias q a gente tem história pra contar, ô se são.
Bjo.
:D
ô que delícia. já tá de volta?
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