26.6.09

NO FIM, TUDO É UMA QUESTÃO DE CONSUMO


muito prazer, eu sou fumante. e antes que me acusem de defender os meus*, digo já que sou contra o cigarro em ambientes fechados. num ambiente público, o prazer de um deve acabar onde começa do desprazer do outro. seriam esses os termos da minha sentença. mas, muito prazer, eu sou um ser humano. e tenho que admitir que defendo, sim, os meus, principalmente quando se trata de condições humanas de sobrevivência. só que o tipo de fumo que não apenas mata, mas também vicia a ponto de tirar a dignidade, a capacidade de discernimento e o que resta de humanidade em uma pessoa não gera tanta publicidade política quanto o do cigarro. se não das partes que entram com uma ação, quanto menos daquelas que fazem as leis que se dizem preocupadas com o bem estar público. e eu me refiro ao crack. a seus usuários que não frequentam restaurantes e bares, mas sim as ruas do centro de são paulo. muito prazer, eu sou brasileira, paulista, paulistana. e tenho vergonha de pertencer a um estado representado por figuras, como tantas outras pagas pelo meu imposto, cujas preocupações (leia-se destinação de verbas e repercussão) são higienistas, midiáticas, quando não estéticas e auto-centradas.
e não acredito em argumentos do tipo 'uma coisa não exime a outra'. exime sim. quando um vício rebaixa pessoas à condição de animais, as faz defecar nas ruas, não se alimentar, se prostituir, roubar. é uma questão de prioridade, não de importância. é uma questão do que fazer com o que resta do seu e do meu dinheiro depois da peneira que os políticos fazem em consumo próprio. 
porque tudo se resume ao vício de consumir. seja cigarro, pedra ou desvio do erário. 
a diferença, é que o primeiro é voluntário (repito, deve ser banido de lugares públicos fechados), o segundo é incapacitante e o terceiro, ladroagem.

(não ignoro nem entro no mérito do que é de esfera municipal, estadual ou federal. se as ações governamentais não estivessem centradas na figura de uma pessoa, de um partido ou de uma gestão, acredito que elas não tratariam problemas comuns tão dissociadamente).

*o juiz da liminar contra a lei antifumo é meu pai

5 comentários:

Irina disse...

Que post DUCAAAAAAA

manuela disse...

duca mesmo
o post
e seu pai, claro

manuela disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
lola disse...

nossa, nunca soube que voce era politizada!!!
vou ali dar um google search pra saber qual e o prefeito da minha cidade e ja volto...hehehe

Paula disse...

Clap! clap! clap!

Sem mais.