eu nunca gostei de fumódromos. para mim, fumar é um prazer conjugado a outros prazeres. não vejo nenhum sentido em parar o que estou fazendo para aspirar nicotina. e quando esses lugares eram fechados, sem janela - como se a opção fosse fumar ou respirar - , quem lá entrasse por cinco minutos que fosse saía defumado. acho que os fumódromos (um neologismo, diga-se de passagem) eram uma prévia ao tratamento atual dado ao fumante: um pária. e como pária é uma derivação por extensão de sentido, já que o substantivo se refere a indianos não pertencentes à castas (ensinamento do houaiss), com a lei anti-fumo, fumantes são os novos dálits (ensinamento da novela).se a lei não fosse meramente política e duramente abraçada de forma preconceituosa, haveria - como há em outros países - meios de proporcionar prazer integral tanto a quem gosta de fumar como a quem não gosta. com a simples criação de espaços adequados, que poderiam ser inspirados nos solariums ou solaria, plurais de solarium (ensinamento da wikipedia): os fumariums. abertos mas cobertos, porque um fumante não precisa tomar chuva só porque é fumante, comerciais, para que se possa fumar tomando um café, bebendo uma cerveja, e legais, já que fumar não é crime. civilizado, enfim, como deviam todos, fumantes ou não.
será que o serra não tem uma filha (não a que é dona de laboratório de genérico, uma outra) que toparia entrar no negócio? seria rentável. e a sugestão, extensível a todos os membros da família (ensinamento do presidente do senado).
na foto, anja diva rubik, em editorial quase politicagem-mente incorreto (dr.tv, ela não está fumando, só fingindo!) da numéro deste mês
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