
trânsito na janela de casa. é bomba.
uma hora e quarenta pra chegar no jornal. bomba!
marginal bombando e ponte do limão interditada por suspeita de bomba? frasco de perfume.
se a confirmação ainda não estivesse na home do uol, eu continuaria acreditando na versão do motorista:
"ah, que bomba nada. deve ser um cachorro morto na sacola. esses pulícia têm a cabeça gorda." e pra concluir, uma garota joga a embalagem de salgadinho pela janela do ônibus alegando que é pra isso que a prefeitura é paga. hein?
enfim, pra merda de são paulo que eu amo, um trecho de 'as cidades invisíveis', de italo calvino.
[...] às vezes, basta-me uma partícula que se abre no meio de uma paisagem incongruente, um aflorar de luzes na neblina, o diálogo de dois passantes que se encontram no vaivém, para pensar que partindo dali construirei pedaço por pedaço a cidade perfeita [...] se digo que a cidade para a qual tende a minha viagem é descontínua no espaço e no tempo, ora mais rala, ora mais densa, você não deve crer que pode parar de procurá-la.