minha mãe me deu um texto de adélia prado, quase uma oração que fala da mãe de deus, copiada em letra de mão em sua agenda. aparentemente chamada "conviver com a virgem maria", joguei no google, desconfiada. nada. não encontrei. deve ser mais uma daquelas invenções da internet, pensei eu, sem bem conhecer adélia, seus poemas, suas crenças. mas desconfiei também da minha desconfiança e procurei de outra forma. encontrei. não um texto ou uma oração, mas as mesmas palavras em forma de entrevista, dada por ela à revista claudia, em maio de 2006. no seu dia a dia, quando você sente a presença de maria?
quando sei calar-me, quando aceito a secundidade do meu papel, quando perdôo, cedo, submeto-me, dou o primeiro passo na reconciliação, no acolhimento, quando abro mão da maledicência, da murmuração, das racionalizações, quando digo o dificílimo sim à morte do ego para que a vontade divina se cumpra, ela, a virgem maria, está presente. parece um projeto impossível, mas para isso nascemos, nisso devemos empenhar a vida se quisermos, como ensina kazantizak, ajudar deus.
[se eu tenho alguma resolução para 2010, é, como já tinha dito, julgar o menos possível as pessoas. mas, nas palavras da poetisa, isso fica muito mais claro, muito maior. e quando leio suas poesias - como a postada acima, em forma de imagem - tenho certeza de que minha resolução de vida, conjugar o que deus e o diabo tem de melhor, é um caminho que posso seguir sem culpa]
as demais perguntas da entrevista, que termina com a frase que intitula este post, estão neste blog.
2 comentários:
nossa, minha meta também.
e hoje li o título de um livro: mulheres boazinhas não enriquecem. poderia ser uma outra resolução adequada a meu momento, némmm?
adélia prado é foda!
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