25.6.10

CHEGADA


voltei. voltei de onde nunca deveria ter saído - e olha que nunca tinha vindo pra cá. ou tinha, mas como naquelas  excursões da cvc "conheça a europa em uma semana".  e como não estou falando de país nenhum, cabe muito bem a metáfora, mas ninguém vai entender. não precisa.
é que eu nunca entendo. se entendesse, teria vindo pela primeira vez e ficado. eu sei do que estou falando. tenho passe livre, posso ir e vir quando quiser, mas todas as vezes eu me perco. e olha que sou insistente, tanto na ida quanto na vinda. mas o problema é o caminho. é uma linha reta labiríntica. e fico fazendo curva e andando em círculos. é que, nesse quesito, sou capaz dos maiores absurdos, até de me jogar no precipício sem rede de proteção. e se alguém já viu precipício com rede de proteção, por favor, me avisa.
agora, eu voltei, e quero a linearidade. um dia, achei que seria chato viver assim. mas é só porque eu não sabia. e a ignorância me fez crítica da razão.
nunca enjoei de chocolate por comer todo dia. porque eu gosto, porque não engordo, porque me deixa feliz, satisfeita. e aqui, onde estou agora, e pretendo ficar, tem essa simplicidade que sempre achei mediana. é que nunca pararam de fabricar chocolate para eu entender como seria.
se o prosaico agora é um desejo em vias de satisfação talvez seja por toda loucura já vivida. mas sabe que não tenho tanta certeza disso? ou até tenha uma resposta: o meio termo, a sabedoria infinita do equilíbrio.
na verdade, mais simples do que isso. aqui, onde estou agora, há também precipícios.
mas você pula de bungee jump.

[eu posso não conseguir ficar de vez. mas volto em menos tempo, cada vez menos]

1 comentários:

manuela disse...

está escrevendo de maneira incrível e deliciosa.