29.8.10

SECRET SPOT



na última sexta, como prometido, vaishali me levou na feira que tem uma barraca que vende revista por um (e até menos) pound. todas essas da imagem tosca acima somaram £7, preço de capa de uma delas.
but i'm not supposed to tell people about that the way i was doing (haha e eu lá consigo guardar segredo? ainda bem que não sei chegar lá sozinha)

[eu tô  local, mano]

D'OÙ VIENNENT LES BÉBÉS?



"en mayo de 1980 una joven pareja asturiana se hospedaba en un hotel en la rue saint honoré de paris dispuesta a pasar unas vacaciones en la ciudad de la luz.

recorrienron suas majestuosas avenidas, disfrutaron de la ópera, subieron a montmartre, incansables, deambularon en fin por cada boulevard. él, carbayón de 30 años recién cumplidos, y ella, gijonesa de veintipico embarazada de seis meses de la que iba a ser su segunda hija, silvia.

(...)

cuando tenia yo 6 años, empecé a preguntar a mis padres lo típico 'de dónde vienen los niños', y ellos, tan tranquilos, me decían que "de parís" y sacaban el album de fotos del 80, me enseñaban las fotos de mamá embarazada paseando por saint germain o ante la torre eiffel.

yo iba al colegio y les decía a todos los sabiondos de clase que los niños veníamos de parís, que tenía todas las pruebas gráficas para demonstrarlo y les enseñaba las fotos de mis padres por parís. se quedaban atónitos los muy soquetes y yo me creí super cool por una temporada hasta que otra ninã llegó con otra versión que superaba mi investigación sobre nuestro origen parisino... cachis!

(...)

gracias por haberme traido de parís, digan lo que digan los niñatos del cole."

gênios esses pais. deve ser por isso que a silvia é tão engraçada. essa história eu li no fotolog dela, chicken arrivals. o nome vem do apelido dado pelo pai, quando ela era ainda criança, por causa dos gambitos.

[estávamos conversando. ela terminou de dizer algo como "preciso levar a vida mais a sério" e começou um som de galinha cacarejando. era o celular dela tocando]

27.8.10

SOMEWHERE IN THE PRESENT


hoje eu acordei cheia de sono, como todo dia, e com vontade de postergar o compromisso, como sempre. fui, porque não tenho mais me permitido isso - percebi que sempre me divirto quando vou - e me diverti. muito. voltei, fiz um almoço quase ruim e comi, porque sempre como as coisas ruins que faço. então, saí de novo, com a missão de experimentar algo novo, e com a sorte de isso estar, ocasional e literalmente, no itinerário. entrei no metrô com chuva e, depois de cinco estações, saí no overground com sol. pareceu máquina do tempo. li, entendi um mapa e não me perdi. fui a uma consulta homeopática que parecia terapia e adorei fazer terapia em inglês. na saída, conheci uma menina tão engraçada que resolvi andar até angel, só para ver islington anoitecendo.
eu amo londres.

[e não é que ainda encontro a yael na rua, copo de cranberrie vodca na mão?]

imagem

26.8.10

POLEGADA


a parte mais legal do meu trabalho, além de abrir os desenhos sensacionais feitos pelas crianças, é ler os livros infantis. um mais lindo que o outro, um mais foda que o outro. e tem ainda as obras de arte, como marcelino pedregulho, do sempé, fico à espera, do serge bloch e a árvore generosa e o fuja do garabuja, do shel silverstein. e então, vendo as coisas dele aqui na minha mesa, meu chefe chega e diz: já leu os poemas do silverstein? procurei o loser e depois o trapeze. vi o vídeo da árvore, mas foi o one inch tall que mais tocou meu coração. não que eu ache difícil ser pequenininha.

if you were only one inch tall, you'd ride a worm to school.
the teardrop of a crying ant would be your swimming pool.
a crumb of cake would be a feast
and last you seven days at least,
a flea would be a frightening beast
if you were one inch tall.

if you were only one inch tall, you'd walk beneath the door,
and it would take about a month to get down to the store.
a bit of fluff would be your bed,
you'd swing upon a spider's thread,
and wear a thimble on your head
if you were one inch tall.

you'd surf across the kitchen sink upon a stick of gum.
you couldn't hug your mama, you'd just have to hug her thumb.
you'd run from people's feet in fright,
to move a pen would take all night,
(this poem took fourteen years to write 'cause i'm just one inch tal
l).

25.8.10

AMOR (SACO, PACIÊNCIA E NERVOS) DE MÃE


sábado, a dra. audrey me diagnosticou: isabela, you have candida. audrey tem a minha idade, é suíça e trabalha comigo. ou seja, não é médica. é bem, bem mais hipocondríaca do que eu. pelo menos on line - o que deve ser contagioso. a cândida a que ela estava se referindo é igual à ginecológica mas, para meu espanto, vive no intestino e, em número elevado, pode causar todos os sintomas que ando tendo. então, depois do diagnóstico (muito certeiro, diz, de passagem, a dra. isabela), voltei pra casa, liguei o computador e li sobre o assunto até a exaustão. no domingo, comecei a dieta recomendada por ela - sem açúcar ou fermento (na verdade, sem nada, enlouquecedora) e só não li mais porque a dor de cabeça era sobre-humana. segunda, trabalhei, mas, ontem, voltei à leitura intensa sobre a cândida, porque estava off. e estava também na tpm, mas ainda não sabia disso. então, comecei a pirar, a pensar na sigourney weaver, a me sentir incomodada, imaginando os bichos andando dentro de mim. me bateu um desespero de "e agora, ferrou..." e liguei pra minha mãe, mesmo sabendo que a coitada ia ficar doida lá sem poder fazer nada. mesmo sabendo que daqui a poucos dias ela está aqui.

ela surtou de um lado da linha, eu surtei de outro, ela deus uns gritos de lá, eu, uns de cá. ela também me chamou de ignorante, porque, palavras dela, consulto o "dr. google". então dissemos mais algumas coisas e desligamos.

eu, bem mais aliviada. não sei se por dividir a angústia com ela (tinha que ser com ela), não sei se por ter dados uns gritos (parêntese idem ao anterior), não sei se pelas "broncas" (well...).

o foda é que a recíproca certamente não é verdadeira.

[como você sabe que, 'ontem, estava na tpm, por isso a loucura'? acordando, hoje, com o peito dolorido. e de que vale a confirmação? só para poder pensar, arrependida, "por isso fiz aquela cagada fenomenal?" porra... vale?]

[cuantas preguntas, mujer. por qué no te callas?]

20.8.10

IS THE GAME OVER?


nunca sonhei com você. durante dias, semanas até, tampouco pensei em você. até que uma noite, deitada na cama, fechei os olhos e te senti. tão de verdade, que cheguei a duvidar. e duvidei para não contradizer minha própria decisão, posterior à sua, posterior à minha. se fosse simples, não seríamos nós no fim, seríamos nós no começo. 
mas naquela noite, te senti. quisesse eu ou não. e eu quis e gostei e desejei que fosse real, mesmo sabendo que o dominó de decisões já havia sido jogado. e sorri de lado, acreditando - porque jogando sozinha, as regras são minhas - que você também estivesse me sentindo. dormi. e não sonhei com você.

...

[is it?]

[do you know that a variety of games can be played with a set of dominoes?]

19.8.10

SPEED



tem me dado uma angústia filha da puta o dia ter só 24 horas. tem as coisas que quero, as que preciso fazer e mesmo quando elas calham de ser as mesmas, o tempo é pouco. e o que era pra ser um prazer - morar em londres - se torna um problema. porque são muitas as possibilidades e as pessoas interessantes aqui (cada vez mais), mas tem também a vida de lá e não falo só de amigos. ontem cheguei muito cansada do trabalho e quis assistir o debate do uol. na metade, apaguei. e minha vida online geral, dos zilhões de blogs pra ler, dos posts pra fazer, fica de lado vez ou outra e, de novo, angústia.
[...second thoughts about having children?]

eu sempre pensei que, se tivesse direito de fazer um pedido a deus, seria que de as pessoas envelhecessem sem perder a capacidade funcional do corpo, pra não depender da bondade alheia até pra ir ao banheiro.
[...second thoughts about asking god for more spare time?]

[pior que não dá pra tomar mais das 8 cápsulas diárias do energético chinês da herbal inn. ou dá?]

foto

17.8.10

AS DUAS MARIAS NA TERRA QUE APONTAVAM PARA AS OUTRAS TRÊS LÁ NO CÉU




porque céu de praia é, na maioria das vezes, cheio de estrelas, ainda mais nos verões que passamos juntas. quase todos os da nossa infância e muitos da nossa adolescência. e a gente escrevia cartas, que mandava pelo correio, nos meses entre as férias - aqueles que eu chamaria de didáticos não fossem meus crassos erros de português. a iva até disse que ia me chantagear um dia...

na primeira linha do primeiro parágrafo um "pra mim escrever" grita ardido, cortante.
no verso, um "dá pra tráz" é um soco na boca do estômago com gastrite virando úlcera.

e aí tem também a fofocaiada (a carta é SÓ fofoca), as gírias, o jeito de malandro, o puritanismo misturado com ingenuidade (eu digo "eca" porque uma menina de 17 anos transou com um cara com quem namorava havia 4 meses - oh!) e o loiro, grande paixão platônica da minha adolescência na praia... ai, esse loiro, tanta música que ouvi pensando nele...

[o máximo que cheguei perto do tal do loiro foi ficar com um amigo dele... ô tristeza essa coisa de adolescência, valha me deus...]

do título: iva maria e isabela maria que, várias vezes, juntas, olharam pro céu pra procurar as três estrelas.

thx, iva, por ter escaneado e me mandado a chantagem por email :-P amei, do fundo do coração!

14.8.10

NOSTALGIAS POLÍTICAS


tem uma menina no meu trabalho que chama yael. francesa (o nome dela é judeu), ela chegou outro dia com um casaco igual ao da chapeuzinho vermelho - só que paul & joe - e criou um slogan, quando a gente estava sem fazer nada, que depois cantou e dançou em forma de hip hop (nos conhecemos há dias).
mal sabe yael que toda vez que eu pronuncio seu nome lembro de uma musiquinha eleitoral de 1985 (eu tinha 10 anos). e canto mentalmente, ritmo e tudo: "ey, ey, eymael, um democrata cristão. para prefeito em 15 de novembro é eymael, o candidato da renovação".

teve um tempo em que os políticos eram tão imundos quanto hoje mas as campanhas eleitorais tinham jingles grudentos que, de tão ruins, ficavam bons, porque não eram feitos por dudas mendonças. enéas gritava poucas palavras em poucos segundos, causando estranhamento e parecendo uma pessoa de ponta cabeça na 'televisor' colorido de 14 polegadas.

hoje, um idiota canta no you tube pra uma candidata e outro faz uns filminhos podres de cunho sexual. a gente ri por uns segundos e esquece disso pra sempre.

procurando o jingle do eymael pra colocar aqui, achei uma matéria da istoé que conta que essa música é usada nas campanhas dele há 25 anos e, agora, vai ser feita em outros ritmos, como axé. pronto, entrou um marketeiro profissional na parada. eles deviam contratar a stephany pra cantar uma versão. aliás, por onde anda stephany?

[óbvio, nunca votei no democrata cristão nem em ninguém desse partido]

[ontem, conheci uma russa que nasceu em 84, veio pra londres pra terminar o colegial, se graduou em filosofia e faz mestrado em direitos humanos. defensora, em parte, do comunismo, do tipo "éramos felizes..."]

EM PÉ






procurando imagens para o post anterior, achei essa aí de cima. e pensaria que é coisa da internet se já não tivesse visto cenas quase assim e ouvido histórias exatamente assim. no jornal, além da menina que peidava alto e metralhadora toda santa vez que ia fazer cocô, também barulhento (sim, é um case. todo mundo conhecia e sabia. ela, nem aí. e, aparentemente, preferia fazer cocô em horário comercial, com o banheiro cheio), uma vez, vi um bilhete que comentei num post antigo, o da imagem abaixo.



[mas não é em pé, é de cócoras]

MOLHANDO O PALITINHO


semana passada, depois de uma mensagem de texto da lola dizendo que tinha achado o iogurte certo pra fazer cocô (e não é actívia), pensei em compartilhar no blog a funcionalidade do banquinho. então, com o post abaixo, da manu, aproveito para explicar o que é helicóptero e descarga simultânea. à cultura útil de banheiro, para uma vida menos enfezada e mais feliz:

banquinho: quem tem intestino preso e pernas curtas (o meu caso), pode se beneficiar muito colocando um banquinho sob os pés na hora de fazer cocô. as pernas ficam mais altas e fazem compressão sobre o abdôme, estimulando sua função. a explicação é técnica porque foi conselho médico. em sp, eu improvisava; aqui, comprei um banco que deixo do lado da privada (eu deixava fora do banheiro, esquecia de levar e tinha tinha que sair correndo pra pegar, um desastre).

helicóptero: pra depois. se não tem spray de ambiente, fósforo, incenso ou algo que o valha, gire a toalha de rosto no ar como se fosse um ventilador. como muitos banheiros de londres não tem janela (nem toalha de rosto), penso que seja um método eficiente apenas no brasil.

descarga simultânea: outra que não tem rolado muito aqui em londres porque as descargas, geralmente, precisam de uns minutos para funcionar depois do primeiro uso. então, fico com medo de precisar dar duas descargas e ficar na mão. mas a ideia é sentar de lado no vaso e, na mesma hora do crime, dar a descarga. é tudo tão rápido, eficiente e inodoro que parece que você usou o banheiro pra fazer xixi.

papel higiênico: essa é o contrário, funciona melhor aqui porque se deve jogar sempre o papel dentro do vaso sanitário. então, antes de começar, já jogo um bolão lá dentro. essa é mais para não fazer nenhum barulhinho ou deixar algum vestígio em toaletes sem escovinha. coisa que não incomodava nem uma flatmate nem uma visita que tive. finas, elas deixam rastro, na linha "cagando para os outros".

agora, para entender o título deste post, você tem que entrar aqui. porque eu adoro um google... (e não conhecia essa de "molhar", não)

[você acha isso nojento? já pensou na pessoa que ganha o pão de cada dia analisando fezes alheias?]

ISSO ME LEMBRA....


a gente sempre associa cheiros, lugares, músicas às pessoas. e eu sempre que sinto o cheiro de allure me lembro da dona isabela. ela vem na minha cabeça quando vejo que o sabonete líquido da pia da cozinha está acabando e até quando evacuo em um banheiro que não é o meu (não gosto, mas no desespero...). afinal, foi ela quem me ensinou as melhores técnicas para aliviar o odor, como o helicóptero e a descarga simultânea.

e nega, me lembrei de você ontem, lá no pão de açúcar, na prateleira das torradas. fazia tempo que não comprava e me deu vontade para o café da manhã. aí me lembrei daquela que passei a consumir por sua causa. fui direto na wickbold, que além de seguinha e gostosa, vem com um saquinho zip zap para guardá-las sempre crocantes.

12.8.10

TROQUE UM DEJETO POR UMA IDEIA

tem coisa na vida que não dá pra segurar. xixi, se a bexiga tá cheia e você tem um acesso insano de riso. um pum, quando você mistura alimentos que te dão gases explosivos. cocô, se você tomou chá de sene em excesso (nunca faça isso fora de casa), lágrima, naquelas situações que a última coisa que você pode fazer é chorar. e um texto escatológico, quando fatos do gênero acontecem em sequência.

ontem, não lembro por que, caí num post de moda da helô sobre algumas dessas substâncias humanas que a maioria das pessoas tenta fingir que não existe (e, agora, indo buscar o tal do post, vejo que ela já fez mais dois - caceta, que sintonia, e eu pensando em mandar o meu pra ela porque tem também a ver com moda...).

vamos lá.

à tarde, li na vanity fair de julho sobre como a estilista americana norma kamali inventou a clássica puffa jacket - numa onda meio hippie, nos anos 70, ela costumava acampar com um cara no meio da selva. à noite, para fazer cocô no mato, ela colocava o saco de dormir sobre os ombros, por causa do frio (isso é o que ela disse). e, então, de cócoras, ela teve a ideia do casaco que o mundo todo (do hemisfério norte, pelo menos) usa até hoje.

isto posto, chego em casa, faço meu jantar. volto para a cozinha para tomar um chá e entra a vanessa (que é australiana), toda esbaforida, dizendo que está passando mal. de repente, um arroto alto. outro, mais um. non stop.

- sorry, isabela, but i have to do that. it has to get out of my body. i'm bloated, don't know what's going on, maybe it was something that i ate at work. i'm sick, i even think i'm going to peuk.

e me mostra a pança gigante.

- oh, god, i have the same thing, i even went to herbal inn to have a doctor appointment and got some herbs cause my belly is huge and hard. look (e eu mostro a minha e ela fica espantada também). it looks that i am 4 months pregnant, just like you. but i am not sick or burping. my situation is even worse...

- oh, no, you're farting...

[ao que eu me pergunto: que ideia genial e financeiramente abundante - nós, aqui, adoramos trocadilhos óbvios e idiotas - terei eu soltando tanto butano pelas ruas de londres?]

[sorry, helô, ainda estou no nível das palavras gases e pum. mas eu chego lá, continua postando...]

imagem roubada do caracteres com espaço que linka pra tal da campanha impressa contra gases

EDIÇÕES ESPECIAIS


minha mãe tem algumas edições dos livrinhos do açúcar união, que um dia serão meus. mas, sem querer, achei em um sebo na pedroso um deles, que não é o da imagem acima. é o segundo volume, com 200 novas receitas.

livros de receitas podem ser como livros de arte ou roupa. às vezes, o maior prazer é tê-los na sua estante ou armário. também não dá para fazer todas as receitas de todos os livros. enfim, o legal desse da união é que se mesmo você não fizer a merengada carioca, os manuês da bahia ou as falsas tangerinas, vale ter um para curtir os textos.

apresentação:
eles explicam que "as receitas deste segundo livro não são receitas triviais, dessas que a senhora encontra em qualquer livro de cozinha".

dizem que a cozinha experimental união testa todas as receitas, que passam por uma comissão julgadora, antes de serem publicadas, pois "acreditamos que a senhora, mesmo não tendo prática de cozinha, possa executá-las...para seu orgulho de exemplar dona-de-casa e alegria de seus familiares".

também avisam de que nada adianta uma sobremesa ser deliciosa, se não for finalizada por um cafezinho caboclo (êta cafezinho bom!):

"mas você já pensou o quanto pode significar uma simples xícara de café que se oferece á visita amiga? sinônimo de hospitalidade, demosntração de bemquerença e testemunho dêsse espírito social que tão necessário se faz nos dias conturbados em que vivemos!"

as receitas:
cada uma foi mandada por uma consumidora e para provar que a receita publicada é sua, leitora, eles colocam seu nome e endereço completo!

"delícias do reino", enviada por dna juvita olveira rosa, residente na rua saldanha marinhi, n47,sorocaba, sp.

outros tempos, não é mesmo, minha gente?

e entre uma receita e outra são colocados estudos científicos e textos que provam que o açúcar faz bem, além de dicas para uma mãe exemplar:

"ao preparar a refeição de seu filhinho lembre-se dos cuidados essenciais: a água deve ser filtrada, o leite deve ser pasteurizado, o vasilhame escladado e o açúcar refinado".

ou

"se o açúcar fôsse prejudicial à saúde, engordando as criaturas desnecessariamente, como explicar que a própria natureza o tenha colocado nas frutas, nos vegetais, no sangue humano e até no leite materno?"

por fim, os agradecimentos:
"os cristais e vasilhames das fotografias foram gentilmente cedidos pela firma baú-pinturas manuais limitada"

8.8.10

PARA 'DÉD', MEU PAI



os cartões online que eu "fiz" e enviei pro meu pai. que posso fazer se não sei desenhar?

[roubar imagens dos outros e escrever em cima]

RADIOHEAD REMIXED




jonny miller remix

PERSPECTIVE STREET ART - BERLIN



virtualmente, aqui

no mundo real (ou quase), aqui

[fê, vai lá e me conta? isso se vc ainda existir...]

GAROTAS DA CHAPA



x-ray pin-up calender

PARA-BRISA DE ARCO-ÍRIS




helmut smits

[bixiguinhas de tinta acrílica]

PARA-CHOQUE DE BANHEIRO



toiletters

[or 'toi + letters'. or 'toy +letters'?]

4.8.10

BETHNAL GREEN ROAD - 8PM

'EIGENGRAU'





the color of darkness:

"eigengrau (german: intrinsic gray), also called eigenlicht (intrisic light), dark light or brain gray, is the color seen by the eye in perfect darkness. even in the absence of light, some action potentials are still sent along the optic nerve, causing the sensation of a uniform dark gray color.
eigengrau  is perceived as lighter than a black object in normal ligthing conditions because contrast is more important to the visual system than absolute brightness. for example, the night sky looks darker than eigengrau because of the constrast provided by the stars."

[lindo demais isso]

via

SPHYNX



me abstenho de comentar

do blog da sang bleu

[com essa cara de mal encarado, imagino quantos anos ele não pegou...]

AU NATUREL, SUAVE, NUDE



o usual de gisele - ela linda, a produção perfeita - para tirar o gosto ruim da campanha da colcci.

AND THE OSCAR GOES TO...



the dirty story

3.8.10

STUPID CONVENTIONS



eu, desde adolescente, sempre pensei assim. nunca quis casar com nenhum namorado que tive e vou casar quando me der na telha. essa é a minha verdade, não acho que isso seja regra. só acho que, infelizmente, muitas mulheres casam cedo por convenção ou por medo de ficar sozinhas (ou de se jogar na vida sozinhas e descobrir todas as solidões e prazeres de ter, em alguns momentos, apenas a si mesmas ).
então, na faixa que vai mais ou menos dos 40 aos 50 anos, elas se vêem casadas, com filhos e imersas numa frustração sem tamanho. por isso filmes como i am love e leaving. nos dois, saí do cinema imensamente triste por essas mulheres realmente existirem. em 2010.

*o trecho da imagem é do editorial desta semana, de tiffanie darke, da style magazine, do sunday times