eu já tive o mesmo chilique este ano e não foi nem a primeira nem a segunda vez. acontece, geralmente, depois que eu tomo um choque de tanto aumentar a voltagem. se eu tivesse, ao menos, a inteligência de um rato de laboratório, teria parado no primeiro choque. mas é emocionante, como tudo que vicia, e entre o risco de morrer de tédio e eletrocutada, fico com o segundo. ficava.
mas, antes, um parêntese. eu chilico internamente. no máximo, escrevo aqui. como já fiz
neste post e
neste post.
então, depois de uma relação estável e deliciosa, voltei a ser single e foquei nas pendências cotidianas londrinas como trabalhar, ganhar dinheiro, mudar de casa. mas, graças a deus, sempre tem um bonde chamado desejo apitando em mim. e, daqui, pulo diretamente para o próximo parágrafo, evitando qualquer frase que possa ser íntima demais.
nas três últimas semanas fiz de tudo pra transformar o flerte que caminhava para algo normal e saudável em algo infernal e emocionante. sem me dar conta. ontem, depois da vodka com ginger beer, das duas pints e do bellini, lembrei do suspiro que dei durante um diálogo de house com cuddy no terceiro episódio da nova temporada, em que ela falava pra ele:
"who cares about common?
common is boring, is... common
what we have is uncommon
and i've never been happier"
e aí que, ontem, durante a vodka com ginger beer, as duas pints e o bellini eu até que me diverti naquele pub. mas depois, além de lembrar do episódio de house, pensei também que chega disso. sem dramas, mas não quero mais. de novo. agora é pra valer.
e engraçado que não decidi isso por ter saído queimada. deu tudo certo. acho que o uncommon ficou common. e eu, apesar de bêbada, senti tédio com tanta tensão elétrica.
i care about common
common is not boring
what i'll have is gonna be common
and i'll be really really happy
[i just have to keep saying that to myself, as a mantra]