25.3.11

"AGORA EU VOU MUDAR MINHA CONDUTA [VOU NADA], EU VOU PRA LUTA, POIS EU QUERO ME APRUMAR..."

parece até mentira encontrar uma referência dois-em-um. tão apropriada, oh!


hoje eu saí, pelo terceiro dia consecutivo, com a mesma roupa (não vou contar qual é porque vai que eu encontre, semana que vem, alguém que leu este post...). calma, que eu não sou porca.
fiz isso de preguiça e porque fui a compromissos curtos, de, no máximo, duas horas. também fui de carro, ou seja, não suei. minha única preocupação foram os vizinhos do prédio do lado. imaginei eles me julgando, achando isso um absurdo. e pensei, em seguida: mas eu sou muito egocêntrica pra achar que a vizinhança está sempre me olhando.

aí lembrei que, neste último inverno, em londres, todo dia eu pensava a mesma coisa. essa dos vizinhos. mas lá, o caso era outro (não que...). eu só uso legging. e preta. e tenho, sem exagero, umas 20. os detalhes que as diferenciam são tão pequenos que só eu vejo. também só uso blusa de baixo preta ou branca, malha que varia de cor mas é sempre neutra, cardigãs e cachecóis idem e um ou dois casacões (muitas e muitas layers). ou seja, eu estava sempre, invariavelmente, do mesmo jeito.

a conclusão não é a de que 'adoro moda, mas uso sempre a mesma roupa. adoro mais ainda o conforto' porque isso já fiz neste post, em setembro (tá alí, na quarta linha). a conclusão é que o difícil não é ser como você quer. o problema é conseguir ignorar totalmente a opinião alheia. e, por causa disso, tem doido que cria até vizinhos imaginários...

[pelo visto, tem jeito, não, meu colchete cismou de subir. habemus também colchete no título, então]

vai um noel rosa aí?

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