31.5.11

A MARCHA DE SÁBADO PASSADO EM FOTOS
















Eu fiquei muito, mas muito feliz mesmo de poder assistir, ao vivo (no fora do eixo) a marcha do sábado passado. Me senti, de certa forma, participando - e eu não deixaria de ir, por nada neste mundo, numa marcha cujo tema é liberdade.

Mas não dá pra estar em dois países ao mesmo tempo.

Acabei de ver, no FB do Alê Meiguins, o link pro Flickr das fotos acima, de Noel Thomas. Lindo, né?

[tem que entrar lá porque não pus todas as fotos aqui]

"NÃO GOSTO DOS MENINOS"



Muito muito muito bom!

Espero que esse vídeo seja tão compartilhado no Facebook quanto Oração.

30.5.11

"YES, THE BLOG IS REALLY NEW TERRITORY. IT'S SUCH A WONDERFUL THING. YOU CAN TALK IMMEDIATELY TO PEOPLE YOU DON'T KNOW. IT'S LIKE GOING ON THE STREET AND FINDING A LADY ON A CORNER. YOU TALK DIRECTLY TO HER. AND THEN MAYBE YOU START FIGHTING OR MAKING LOVE"


O título acima faz parte da entrevista que Ai Wei Wei deu à Hans Ulrich Obrist em setembro de 2006 e publicada ontem, na Culture, sob o título "Why Ai Blogged". Esse foi também o ano  em que o artista começou a fazer um blog, que finalizou em 2009.

Hans Ulrich Obrist is co-director of exhibitions and programmes and director of international projects at the Serpentine Gallery, London.

Semana retrasada também teve Wei Wei na Culture. Uma coluna falando de duas expos dele aqui, uma na Lisson Gallery (foto acima) e outra - uma instalação -, na Somerset House.

Tudo sobre Ai Wei Wei no 100ml

COEXISTENCE







As fotos acima são de um pequeno mercadinho, na avenida principal, em Tottenham Hale. Um dia, logo depois que a Amanda fez o post sobre o uso da burca na França (ela mora em Paris), foi bank holiday aqui e vi o mercado fechado pela primeira vez. E vi também os desenhos e achei incrível (e sensível) estarem retratadas ali as mais diversas etnias e culturas - inclusive a mulher de burca, muito comum em Londres.

Hoje é feriado, de novo. E consegui (apesar de toscamente) fotografar.

Eu já ia dedicar este post à Amanda. Mais ainda agora. Fica bem logo <3

[espero que no próximo bank holiday meu corpo não esteja pendendo pro lado direito e eu consiga fazer fotos retas]

DOUBLE HAPPINESS


Parece que todos os jornalistas ingleses falam francês. Seja coluna, seja matéria, vira e mexe tem uma expressão ou uma palavra. Geralmente, dá pra entender. Mas nem sempre.

"Plus ça change, I suppose - though you have to hand it to the girls."

Quando nem o contexto ajuda, ao dicionário:

Plus ça change, plus c'est la même chose
The more things change, the more they stay the same
Althoug the outward appearance may change, fundamentals are constant.

Mas na matéria aparecia só a primeira parte do provérbio.

Sim, porque esse provérbio é um ANAPODOTON (from ancient Greek AntapodidōmiI give back, correspond with).

Ou: The rethorical device in which a main clause is implied by an subordinate clause, without mention.


[e isso porque eu tava lendo apenas um perfil da lily allen]



A imagem (que não tem nada a ver com o texto, mas...) é de Didier Faustino e chama 'Double Happiness' - porque eu precisava de um título para o post.

27.5.11

TRIPARTITE





CABEÇA
- Segurando dois casacos, a bolsa e a mochila com o computador, falando no celular, entrei no banheiro de um Starbucks pra fazer xixi. No meio do xixi (ainda bem que não foi limpando) um funcionário abre a porta e me vê agachada na privada (não sento em banheiro público), telefone na mão. E ainda tenho que ouvir meu amigo, do outro lado da linha: "Que cara sortudo".

- Tomei uma multa de 20 pounds na estação de trem de Woking porque viajei de Waterloo até lá sem comprar bilhete. Mas só fiz isso porque o motorista me garantiu que o bilhete do metrô era suficiente. Chorei (de verdade e de raiva) diante da postura escrota do policial - que além de tudo não acreditou na minha história - e mandei ele fazer bom proveito do dinheiro quando foi me mostrar onde estavam as informações caso eu quisesse recorrer.

- Caí da cama. Rolando do colchão alto pro chão. Acordada. Sóbria. E fiquei com a coxa roxa.

- Entrei duas vezes no banheiro masculino e só me dei conta quando cheguei perto dos mictórios (um deles com um cara). Agradeço a deus por haver essa diferenciação externa (nos banheiros inclusive).

TRONCO
- Comecei a descrever tudo o que acontecia comigo como "sensorial".

- Redescobri a Biodança e, por meio dela, a necessidade vital (sem exagero) de bailar y bailar y bailar (but no rules allowed). É sensorial .

-  Senti o indescritível depois de receber sessões de massagem chinesa profunda no plexo solar.

- Me encontrei nos vestidos longos. Sem salto whatsoever.

- Meus presentes de aniversário parecem ter o mesmo tema (e o mais interessante é observar como os outros me percebem): flores (até Orquídeas), perfumes e velas perfumadas, produtos de beleza e um vale sessão de variados tipos de massagem.

MEMBROS
- Parei, de novo, de escrever aqui. Mas passa, eu sei. Ano passado, aconteceu diversas vezes - tem post sobre isso em setembro e em novembro.

- Descobri que sou capaz de cometer os piores erros de grafia (pode chamar de gramática, se quiser) quando sinto um profundo desprazer naquilo que estou fazendo.

- Comprei caderno, cola, tesoura, canetas e canetinhas. Note to my super-ego: É proibido proibir, censurar, criticar. Mesmo porque, second note to my super-ego: já fiz muitos cadernos desses com você de guarda baixa.

- Estou pensando em me juntar ao grupo de voluntários que ajudam na reforma - pintando paredes - de um centro budista (aqui em Londres, [ainda] não no Nepal).

[body, soul, spirit]  

[ego, super-ego, id]  

[renê, luiz, isabela]


Imagens sensorialmente coloridas de David Michael Cortés

MÃE É TUDO IGUAL, SÓ MUDA O LUGAR DA CAIXINHA DE AREIA



Vi no FB da Lara K

[espera até o primeiro minuto pra ver se não vai sair um owwwww da sua boca]

"DOGBOARDING"

"FROM HOUSTON TO HUDSON AND FROM BOWERY TO THE BRONX, PHOTOGRAPHING MANHATTAN HAS NEVER BEEN SUCH A RUSH..."








"Nue York Self-Portrait of a Bare Urban Citizen"bloomed from an initial questioning about clothing and its importance in society today. Fashion and what we ear act as a language: they allow us to silently portray who we are or want to be, offering society an impression on us - whatever that may be. Fashion also tends to segregate and place us into various social categories as well as communicate a certain mood or particular feeling. This tool is quite pecious to civil society and as most people, I organically use clothing as a way of portraying my own image. However, in a city like New York, the fashion industry has a massive impact: people tend do be very concerned with appearance and the materialistic side of it, which became very real while I was photographing Fashion Week a few years back."

(...)

"To clarify, I'm not an exhibitionist or a nudist - I'm an artist looking to humorously poke at some interesting thoughts about society and question who we are and portray as human beings."

Erica Simone

'HAPPY'



(Aqui tá muito pequeno, preferi assistir na página do Vimeo)

"'Happy' was the theme we were given by the organizers for this year's F5 Re:Play Fest ( f5fest.com ), held in April in NYC, to create this edition's pieces, probably the hardest thing to convey in any artistic expression. After a good deal of introspection, and teaming up with awesome motion graphics artist Gerardo del Hierro, we decided that happy wasn't happy for Physalia unless pliers, microchips and a bit of soldering were involved, and with this idea we resolved to create the happiest machine Physalia has built to date."



Physalia Studio

26.5.11

CVR: CONTRIBUTOR


Issue #3

"For us, these past months meant a renewed appetite for the empty room - an imaginary space; a new microcosm where you can capture moments, articulate dreams, memories and ideas, all things ephemeral. Ideally, it is a kind of free zone, a place away from external reality. The illusion is created when we liberate ourselves from time and space, as well as death. Like when winter in Stockholm stretches into May, but the signs of snow outside the window disappear. Columbus arrives in a new world in 1492. It’s on the threshold to the modern era, and the story is as mythical as it is true. The future waits beyond the new horizons. Aldous Huxley publishes his dystopian vision of the future “brave new World” in the 1930s. In this issue the writer Tom Greenwood asks himself if there actually is anything brave and new about our world? In our main fashion story, shot by Hasse Nielsen, it becomes quite obvious when we use old, symbolic and ceremonial objects (such as a bridal veil) that subtle terms like purity, innocence, identity and tradition are all fluid. History is a process. and now more than ever the creation and maintenance of traditions - building contexts and continuity - relies heavily on imagery. The studio can become a stage where unexpected links are made between forms, styles, values and symbols, with entirely new forms of expression. But the empty room is as paradoxical as fashion itself. Totally transparency can be frightening, a kind of fear that is triggered by what people think they can see or read between the lines or amongst the shadows. A kind of “cosmic fear,” as H.P. Lovecraft called it, where the exchange between light and darkness is fundamental and can be a magnificent backdrop to security, giving it meaning. In ancient Egypt the sun was worshipped as a god, as was the moon and the planets. The sun was a constant force in everyday life, dictating harvest and planting. There are existential questions around macrocosms, moon phenomena, the sun, the stars and the origin of the universe that will probably always haunt us. The tension between micro and macro perspectives can be an enchanting attraction; and we see that fashion at its best is a force for democracy and development – a central part of our culture. Contributor issue no 03 is dedicated to Alex Lidbeck."

"CLOTHING FOR THE EMOTIONALLY DISPOSSESSED"







Coleção "The Cyclops Apprentice" de Gabriella Marina Gonzalez

PERFECT MATCH




Madeira e pedra é a combinação perfeita pra anel. Não porque eu esteja estranhamente cada vez mais hippie de um mês pra cá - sempre amei, é minha cara. Mas não vende online (ainda) nem tem stockist em Londres.
A designer dessas coisas lindas chama Nga Waiata

PETER SAVILLE + HOWARD WAKEFIELD + NEW ORDER + JOY DIVISION = TOTAL





Peter Saville e Howard Wakefield (ParrisWakefield) colaboraram com a arte da nova coletânea de músicas do New Order e do Joy Division, chamada Total (e que vai ser lançada dia 6 de junho, yeah!)

[Helvetica feelings]

'ETYMOLOGIE'


A Anthropologie, irmã mais nova da Urban Outfitters, colocou segunda-feira no ar um tumblr chamado Etymologie.


A cada semana (toda segunda), uma palavra será escolhida e servirá de guia para postagens por membros do staff, que traduzirão essa palavra em fotos, poemas, músicas, vídeos, desenhos. Tem um link lá, aberto a sugestões. 
No Glossary vão estar as palavras das semanas anteriores. Por enquanto, além da atual Roam está também Roots.

A Anthropologie é toda social media e além do site regular (e página no Facebook e conta no Twitter) tem um site editorial (!) chamado Anthropologist.

[adorei as cores pastéis desse tumblr]

25.5.11

'A PERFECT VACUUM'





Parece mentira, mas as imagens acima são pinturas. Do blog de Jeremy Geddes, o artista:

"A new painting, the first of a very loosely connected series. Oil on Board, 50cm by 88cm.

'A Perfect Vacuum' is also the title of a book of short stories/essays by Stanislaw Lem, which is one of the books in the painting.
It will be available as a print soon, we'll post details as they solidify."