29.6.11

DE OLHOS E SUPERCÍLIO BEM ABERTOS



Da genética - I
Meu pai tem ascendência árabe. Olho fundo, olheiras idem. Eu sou muito parecida com ele. Meu pai, que tem 60 e muitos, deveria levantar a pálpebra que, faz tempo, está pesando não só o olhar, também os olhos. Mas ele não liga. Eu sim. No fim do ano passado, me olhei no espelho e entendi que o que estava me incomodando há meses era a tal da pele - começou, começou a cair.
Ainda não a ponto de levantar.

Dos fatos - I
Ontem, algum mané deixou o suporte de papel higiênico no chão do lavabo. A mongolóida aqui foi fazer xixi, pegou o papel e deu com o rosto no cano do aquecedor quando levantou a cabeça. A descarga ficou pra nunca. Quando eu vi que tinha aberto o supercílio, que tinha sangue, que talvez houvesse a necessidade de ir no NHS (eu não iria), comecei a chorar. Maria limpou e disse que achava que não precisaria dar ponto. Pegou o gelo, enrolou numa toalha.
Além do corte, tem o galo.

Dos fatos - II
No tempo em que Maria foi me acudir no banheiro, Stress, o cachorro, comeu o sanduíche dela.

Dos fatos - III
Eu me acalmei, peguei o gelo e subi pro quarto. Fiz isso sucessivas vezes (porque gelo derrete). E precisava me ocupar enquanto segurava o gelo e precisava segurar firme o gelo para não inchar e não podia trabalhar com uma mão só. Vi três documentários seguidos na TV.

Da genética - II
Já totalmente calma, e segura de que não ia mais sangrar nem inchar, fiquei amiga do corte. Passei a examiná-lo sem medo. Quando eu arregalava o olho, ele abria. E era fundo. E fiquei pensando. Quando criança e adolescente abrem o supercílio, é sangue pra tudo o que é lado. Ninguém se salva de tomar ponto. Isso, porque a pele é firme, certinha na sobrancelha, justa no osso.
36 anos de descendência árabe me salvaram do NHS.

...

E/ou
É falta de sangue nos olhos.
E essa foi a melhor analogia que meus cortes já produziram.

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23.6.11

THE ENLIGHTENMENT



"In the 1600's people drank beer and gin more than water, but with the introduction of coffee and tea people switched from a depressant to a stimulant. It's not surprising then that this time was an intellectual boom, compared to earlier centuries."

"HUMAN, ALL TOO HUMAN"



Eu só fiz 5rhythms, até hoje, em dois lugares. No primeiro, em Tufnell Park, e, desde então, na St Peter's Church, em Vauxhall.

Na primeira vez, eu estava com uma amiga da Biodanza, que foi quem me levou ao 5rhythms. Diante de um cara fazendo Kundalini, ela explicou que as manifestações físicas são comuns nesse tipo de dança e contou que já tinha até visto uma pessoa recebendo pai de santo.

Em Vauxhall, já presenciei algumas, digamos, "vivências". Um cara deitado no chão, como se tivesse tendo ataque epilético (e o povo dançando ao redor, nem aí, como se ele fosse invisível). Confesso que esse me despertou um mix de "ai, credo" com preocupação.

Anteontem, voltei ao grupo de Tufnell Park. Que, a partir de agora, vou considerar "especial".  Tomando "especial" como eufemismo que possa substituir uma ou outra classificação menos nobre, despertada por instintos idem em mim (eu sou humana).

Mas, sabe, fiquei com certo medo.

- Não da mulher que começou a rir alto para uma menina, que entrou na dela, riu alto de volta e, por algum (grande) tempo ficaram as duas, parecendo loucas, rindo uma pra outra. Honestamente, eu ri também; COM elas, mesmo longe. Nem quando a mulher começou andar pelo salão, fazendo barulho de passarinho, pregada à cintura da mesma menina.

- Também não fiquei com medo do senhor de sapatos de dança remendados com silver tape que bailava sempre ao meu redor (ai, como isso me irrita).

- Muito menos dos que faziam Kundalini ou chacoalhavam epileticamente no chão.

- Nem do outro senhor que, a dado momento, levantou a cabeça e os braços pra cima, lá no meião, como se estivesse louvando a deus (achei bonito, simbólico).

- Já da moça que dançava como pombagira, comecei achando interessante. Cheguei a pensar "hmmm, queria saber fazer esses movimentos". Até que ela começa a rir, COM CARA DE POMBAGIRA. Aí, nego, saí até de perto, vai que pega em mim.

- Medo mesmo, na verdade, senti do menino esquisito que queria dançar comigo quando a professora sugeriu que fizéssemos pares. Veja bem, ele não sabe que danço em dupla apenas raramente. E fiz com ele como fiz com as outras pessoas que se puseram à minha frente dançando (não se fala na aula): dei um olé bailado, um rodopio para outro lado. Mas não é que o menino ficou enfurecido e, em direção à sala de espera, me deu um cutucão no braço?

Depois, até imaginei que ele tivesse algum problema (acho que um certo grau de autismo). Na hora, me assustei. Voltei a dançar. Mas parei quando vi os olhinhos dele me fitando pelo salão. Fui embora antes do fim. Demasiado humana?

Definitivamente, me identifico mais com o grupo de Vauxhall. Até porque, lá, não acontecem tantas manifestações vivenciais. Até porque, lá, danço o máximo de tempo possível de olhos fechados.
Em Vauxhall, eu não faço dupla. Raramente (e cada vez menos) danço em par com meu superego.

[em vauxhall, eu faço coro no grito. com percurssão ao vivo]

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22.6.11

THEO TROCANDO EM MIÚDOS


Theo, carioca, três anos e meio, mora no Rio. Semana passada, esteve em São Paulo, na casa do vovô Valter e da vovó Beth. Um fim de semana depois, o último, foi brincar no parque com o pai e um amigo, que levou um carrinho de controle remoto. Theo já teve carrinho de controle remoto, mas era pequeno demais pra "conduzir". Essa, então, foi a primeira vez que ele curtiu a brincadeira - na verdade, ficou alucinado. E, bem nessa vez, tinha um amiguinho (outro) pra revezar no controle do carrinho.

No dia seguinte, meu irmão levou o Theo para comprar um igual.

- Papai, eu não vou emprestar pra ninguém, só eu vou brincar.
- Theo, você não brincou com o carrinho do X, ontem? Então, foi porque ele emprestou. Você também tem que emprestar seus brinquedos, não pode ser egoísta.
- Mas a vovó Beth é egoísta.
...

Meu irmão para, olha, pensa e...

- Theo, a vovó Beth é PAULISTA!

Hahahahahahahahahahahaha


[vovó beth tinha passado o fim de semana catalogando a família de acordo com as regiões do país para o theo]

TODO MUNDO GOSTA DO CHICO PORQUE É O CHICO. E PORQUE É TODO MUNDO



<3 <3 <3

Via FB da Deborah Orsborn

21.6.11

"TOO DARK ONE LIGHT"


Quinta-feira passada foi a abertura da exposição de Richie Culver no novo espaço/galeria da concept store Late Night Chameleon Café (LN-CC), em East London.

Os temas das pinturas, fotos, colagens e mix de instalações de mídia são amor, fim de relacionamento e comunicação - todos autobiográficos.


Fica lá até dia 7 de julho mas tem que marcar horário.

TACTILES







Trabalhos das gêmeas australianas Maricor Maricar 

CVR: "SECRET SERVICE"


Karin + Raoul #4 - "Secret Service"

20.6.11

A COZINHA [DA NOSSA BANDA]


Antes da cafeína, a comunicação se faz impossível. Na quarta vez que pedi pra Maria repetir a frase "From zone 4 to zone 1" ela soltou um quase desesperado e agudo "I don't know" meaning "Ai, meu deus, não sei mais como falar, é tão simples" que caímos ela, o Tom e eu na gargalhada. Mas, juro, eu não entendia, parecia uma quarta língua. Aborígene, talvez.

Depois da dança, fico adrenalizada. E eu sempre canto no banho mas, adrenalizada, e só com parte do refrão de uma música na memória, tive de improvisar. E cantei, em todos os tons possíveis e imagináveis "Poeira rá rá, poeira rá rá, terça-feira capoeira rá rá rá". Desci pra comer e cinco minutos depois descem Juan, Tom e um computador. Eles tinham gravado minha cantoria e colocado no You Tube. Segundo eles, parecia outra língua. Chinesa, disseram.

...

Durante. O dia. A noite. A dança. O sono. O bode. A fome. A lide.
"Quem é ateu e viu milagres como eu
Sabe que os deuses sem Deus
Não cessam de brotar, nem cansam de esperar
E o coração que é soberano e que é senhor..."

ASSISTIR JOHN MALKOVICH AO VIVO. COM ÓPERA. NO BARBICAN


Foi o que eu fiz sexta à noite. Nada mal, huh?
[animal!]

The Infernal Comedy - Confessions of a serial killer
Stage-play for a Baroque orchestra, two sopranos and an actor based on the real-life story of Jack Unterweger, a convicted murderer who became acclaimed as an imprisoned poet. Hollywood star John Malkovich performs the role of Unterweger who was suspected of killing a number of prostitutes in Vienna, Graz, Prague and Los Angeles before eventually being arrested in Miami. After being convicted of homicide in eleven cases, he committed suicide. In this staged performance, Unterweger comes back from the dead to launch his new book – his autobiography. Leading Austrian period instrument ensemble Wiener Akademie performs music by Beethoven, Haydn, Weber and Mozart, conducted by its founder Martin Haselböck . The Infernal Comedy is written by Michael Sturminger after an idea by Birgit Hutter and Martin Haselböck.


[the pug dumper. the jesus christ jumper. the vienna strangler. the poet of death. jack the writer]

18.6.11

"THE KISS-II" OR "THE V-DAY"





A foto da semana foi a do beijo em Vancouver, no meio do motim. Quando a identidade do casal foi descoberta, soube-se também o porque do beijo, o que deixou tudo ainda mais lindo.

Eu lembrei da foto de Alfred Eisenstaed

16.6.11

GENIUS PLACE






"Mas você mora numa cidade que tem Genius Bar, leva seu computador lá". Eu não disse, mas a verdade é que eu tenho uma certa dependência do meu irmão mais velho em relação a alguns assuntos, como literatura, cinema, etc e tecnologia. Porque, pra mim, ele sabe tudo. E isso seria fofíssimo não fosse ele me gritar quando falo ou faço uma merda. Ao vivo, por telefone, por Skype.  Até por pensamento, se bobear.
Porque, sim, ele tem razão, eu só sou essa anta tecnológica porque eu nem me dou ao trabalho de tentar. Mas se eu sempre tive ele pra resolver, vou tentar pra que?

(antes que você me ache preguiçosa saiba que há muitos traumas de infância e horas de terapia envolvidos nisso)

Explicações desnecessárias à parte, lá fui eu pra loja da Apple, pro meu encontro marcado com um dos mac geniuses. Oh, lord.

Me atende um tatuado (e quando eu digo tatuado, é TATUADO, não uma tatuagenzinha aqui, outra ali) de voz calma e jeito tranquilo (e qualquer semelhança com meu outro irmão não é coincidência). Me ouve pacientemente (mas também fui rápida, não sou tão mongolóida) e me explica tudo. Quase tudo. É que a partir de um certo momento, passei a ficar mais interessada nas tattoos do que no computador. E comecei a conversar sobre elas. E pra me mostrar o pássaro do peito ele quase tirou a camiseta. Quase, infelizmente. Porque eu tava interessada no pássaro. Também.

E então que eu vou pra Essex, daqui a alguns meses, pra ser tatuada pela primeira vez por uma mulher. Ela é especialista em pássaros (ah, tá) e é tão busy que tem fila de espera de meses.

O estúdio chama Jane Doe e ela, Tiny Miss Becca.

As fotos acima eu peguei deste tumblr.

[e, assim, voltei pra casa com o endereço de um estúdio e duas dúvidas não resolvidas sobre meu computador. com a vantagem de que posso marcar outro encontro, quer dizer, horário no genius bar anytime]

[freud would be really proud of my double simbolic fratricide. but let's call it an attempting, shall we? just in case i need the real ones here and there once and again...]

14.6.11

"I'M AN ANTHROPOMORPHIC PERSONIFICATION OF YOUR ARTISTIC SOUL"











Faz acho que uma hora que eu vi a historinha acima no Facebook do Matias (e tá lá no Trabalho Sujo).  Fui tentar colocar aqui mas o Blogger não deixava ficar grande. Fiz print screen de 4 quadros, cortei, apaguei algumas emendas e, ainda assim, ficou pequeno. Então dividi mais ainda, cortei mais, apaguei mais um pouco...

Mas, diz aí, vale a pena ou não vale?

Achei maravilhoso!

Like an artist, de Jelly Vampire

13.6.11

BOLEIRA


E então que meu terceiro birthday cake em um mês foi sucesso absoluto. Mesmo que, na última hora, o pânico tivesse se instalado. Afinal, como é que o bolo ia chegar intacto - após caminhada e metrô - ao destino final (aniversário da Laysan, em Angel)?
Várias tentativas de acondicionamento (frustradas) depois, a caixa de uma bota pareceu perfeita. E nem o calor de 100 graus da Victoria Line derreteu minha preciosidade.
Mais do que pelo uníssono dos elogios e pelos vários pedidos da receita, fiquei feliz mesmo quando vi as pessoas peleando para raspar a bandeja.

[isso é uma reconquista. eu era uma boleira de mão cheia quando era criança]

10.6.11

CVR: FLOWER POWER REVISITED


A capa da revista Achtung me lembrou a Marcha da Liberdade e sua flores.

"WORDS OF WISDOM FROM A SIX YEAR OLD: 'IF YOU BELIEVE IN YOURSELF YOU'LL KNOW HOW TO RIDE A BIKE'"

OS CORPOS DE CRISTO



Olhei na listinha online, procurei por quinta-feira e achei um grupo de 5rhythms na St Jame's Church,  em Vauxhall. Como por aqui é comum que as igrejas aluguem seus espaços (o salão da aula da semana passada também pertencia a uma igreja), não imaginei que fôssemos dançar ao pé do altar, sobre os tapetes sacros da casa de deus (e que casa! arquitetura vitoriana, de 1863).

Enquanto eu dançava, pensei que, não, eu não ia conseguir descrever aqui o que eu estava vivendo. E não consigo. Não só porque era diferente a forma como estávamos agrupados - um corredor retangular (a nave da igreja) - mas porque, como eu disse no outro post, o 5rhythms te leva pra um outro nível de consciência. E escrever só isso soa ridículo; hippie demais, verdadeiro de menos.

Eu vou de novo.

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6.6.11

"LIVE LIFE IN THE FAST LANE"


A edição atual da i-D (#313) chama The Hedonist Issue. O título do editorial é "Breath it, prove it, own it, love it, work it".


E pra complementar essa edição eles fizeram um vídeo - de onde tirei a foto acima - com 4 pessoas dançando (entre modelos e bailarinos). É o New Pleasure Junkies.

[dança, hedonismo, pleasure, dança, sei]

CINCO VEZES LOUCO


A premissa me pareceu bem interessante: dança, como forma de expressão física e emocional (e sem observação de técnica, certo ou errado) mas, diferentemente da Biodanza, sem contato com outras pessoas.
Aceitei o convite sem pensar duas vezes. E fui fazer 5Rhythms sábado à noite.

Foram quase três horas dançando sem parar. A adrenalina é tão grande que parece um transe. Não que em alguns momentos eu não tivesse olhado pra tudo aquilo de fora e dado risada, achado uma loucura. Mas isso só porque era a primeira vez. E também porque, convenhamos, 100 pessoas fazendo juntas aquele tipo de dança que a gente só faz recluso (e na frente do espelho) é sensacional, vai?

Mas dancei naquele galpão todo, fiz os movimentos mais loucos do mundo (e me senti bem louca a maior parte do tempo, totalmente sóbria), ignorei o furo do meu legging (bem na bunda), o cara fazendo kundalini, o pirulão de regata com desodorante vencido e a bolha que ali fez e ali abriu no meu dedão. Porque eu não percebi, mas dancei a maior parte do tempo na ponta dos pés. E, por isso, desde ontem não consigo andar, de dor nas panturrilhas.

Eu vou de novo. Porque eu simplifiquei bem mas não é apenas dançar de qualquer jeito com várias pessoas num salão. Tem uma metodologia em relação aos cinco ritmos que são tocados e um "condutor" que vai guiando o grupo com palavras.

Se eu falar que é muito louco vou ser repetitiva mas... é.

"PANTALONI JEANS WEST", DIRETO DE 1978

EDT: PANGÉIA



Tangent Issue #4

2.6.11

EU NÃO AGUENTO MAIS




Todo site que eu entro, que tenha ao menos uma referência fashion, tem esse banner da Stella McCartney. Só de bater de relance nesse tom turquesa/verde-água meu olho desvia com aflição (e olha que é "menta", a cor da parede que eu amava no meu apartamento em sp).
E olha que é Stella McCartney!

Ou seja, tudo que é demais, por melhor que seja, dá mal estar. É a teoria do Vindaloo Curry.


[tem um cheiro de tpm antecipada no ar...]

MUBI: CANNES FILM RETROSPECTIVE


MUBI é a videoteca online do Festival de Cannes e está liberando filmes incríveis em live streaming.
É sensacional ou não?

"IF YOUR HOUSE WAS BURNING, WHAT WOULD YOU TAKE WITH YOU?



Name: Rosie G.
Age: 18
Location: England
Occupation: Student
Website: http://minorfall.tumblr.com

List:
  • My favourite blue coat.
  • A red hat I wear too often.
  • Vivienne Westwood handbag gifted by my mother.
  • Macbook laptop.
  • Leonard Cohen, book of longing (The only poet to ever make me cry).
  • A photo of the four of us (at seaworld!) before the divorce.
  • My green notebook, for thoughts which deserve to be written down.
  • A little (unreadable in this photo) note from someone special.
  • iPod Touch.
  • Gold Tiffany key pendant, from my father for my eighteenth.
  • Gold ring, handed down via my aunt.
  • Martine Murray, Cedar B. Hartley (A book from my childhood which had more effect on me than any book has the right to).
  • Peter Rabbit soft toy, nicknamed Fufu, which I’ve had since birth.
  • Passport.
  • Driver’s license.
  • Car keys.
  • Tobacco, perhaps the most essential thing on here.



Name: Luca Cavallaro
Age: 34
Location: New York
Occupation: Designer
Website: 
http://officineottiche.tumblr.com/

List:
  • Alma Lou, she would even be enough.
If I have time:
  • Hard drive, for memories that my brain failed to store.
  • Sunglasses, I feel naked without them.
  • Wallet, a gift from my wife.
  • My father’s old camera, I promised him to take good care.
  • Sneaker, emergency orange.
  • In the black box, my vintage eyewear collection (favorite only).
  • Phone.
  • Vintage leather mask, in case I have to protect my face from the flames.
  • Dieter Rams alarm clock, I don’t wake up on my own.
  • Orange hummer, if i have to brake some windows during the escape.
  • Life buoy ring, in case of flooding. In Italy we say:” le sfighe non vengono mai da sole”, misfortunes never come alone.


Name: Karin Öst
Age: 24
Location: Göteborg, Sweden
Occupation: Vintage shop owner, environmental science student.
Website: 
http://blog.lilyofthevalley.se/ - http://www.lilyofthevalley.se/
List:
Okay, I guess this sound a little bit paranoid but I keep this suitcase packed at all times, just in case there actually is a fire! Not all of those things are always in the suitcase, but most are.
  • Photoalbums and diaries from my life
  • Collection of antique photographies, and vintage photos of my family and ancestors
  • Vintage tooth model my parents got me because I have a dentist/tooth fetish.
  • 50s gingham jumpsuit.
  • Favorite shoes.
  • The plush seal Sälas I got when I was a newborn.
  • Small paintings by my boyfriend who is an artist -http://www.frejnicolaisensiden.se/
  • Vivienne Westwood jewellery I got from grandma when I graduated.
  • Blue 40s-50s leather gloves with silver bows.
  • Antique and highly amusing book on human sexuality, has stories about how you die in a “nameless horror” from masturbation. Gift from my father, who refused to let go of it until a year back or so.
  • Tape with Vem ska trösta knyttet? by Tove Jansson.
  • And the suitcase itself, which was given to me by my friend Natalie, who owned it and named it Daphne before she moved back to Canada.



Name: Jessica GoodmanAge: 25
Location: Chicago
Occupation: Administrative Assistant, Grad Student, Explorer 
Website: http://waysideviolet.com/
As long as my husband and pup are safe, here’s what I’d want to grab…
List:
  • My Polaroid Camera (a gift from a friend)
  • Photos of Family and Friends
  • A good record (Belle and Sebastian The BBC Sessions) we bought on a rainy day in Rochester, NY
  • A Chocolate Bar
  • My Gold Chanel Nail Polish (it just seems important for some reason)
  • Worn out beaded flats I bought on a trip to London with my mom
  • Scarf I bought at a thrift store (The Rusty Zip) in Belfast, Northern Ireland
  • The necklace Joel gave me on our 4th wedding anniversary
  • Work in Progress: Selbu Mitten
  • Favorite Editions of Favorite Books: Emma & Middlemarch
  • Messanger bag that I’ve had since 2nd grade
I wish  could grab this rug too!


Name: The McMillans
Age: both 36
Location: Minneapolis
Occupation: Menswear
Website: 
http://www.pierreponthicks-shop.com/

List:
  • Orrlaskan Wool Blanket
  • Antique 1970s Encyclopedia Brittanica Globe
  • Baby Gator head
  • Mac’s Fishing rods
  • Kat’s favorite bag by Schuler + sons
  • Photo of Tess, Kat’s first dog + love
  • Kat’s Adidas Sambas
  • Mac’s Sperry Boat Sneakers
  • Pierrepont Hicks FW11 Tie
  • Where the Wild Things Are by Maurice Sendak
  • Scrapbooks from Africa and Beyond by Peter Beard
  • Baby: Mimi McMillan, 10 weeks old
  • Not Shown: Camille McMillan age 2


Name: Brett Rogowski
Age: 38
Location: Pennsylvania, United States
Occupation: Programmer, Photographer, Runner

List:
  • Trusty knife
  • Willow Tree Dad with baby (we had such a hard time conceiving our first child - this gift moved me)
  • Medals from many, many, many marathons
  • Wallet
  • My favorite Mizuno Racing shoes
  • Change of clothes for my two girls / pacifier from the hospital. Only one that works
  • Paper mache cat that my wife and I both had when we met
  • My guitar (the only item that has survived more than 15 years with me)
  • Wine from 2008 the day my first daughter was born (Big Sur Marathon)
  • Gimli my trusty pug
  • Gimli’s treats
  • Illegal fireworks
  • Box of misc flowers given to me from my wife over 11 years ago
  • Red Pepper
  • Glasses
  • My favorite pen
  • Memory cards
  • iPhone and iPad
  • 50mm and 125mm leneses
  • Canon 40D (not shown)
  • Dell 2600 - my life is almost completely digital now
  •  Painting from 2005 of a moth in monochromatic.



Name: Maggie Rudy
Age:  52
Location:  Portland, Oregon
Occupation:  artist, children’s book illustrator
Blog:  mouseshouses.blogspot.com

Items:
  • Jackie, my childhood doll
  • my wallet, made from a feed sack
  • a postcard from Maurice Sendak, received in response to a fan letter I wrote in 1970
  • my great-grandmother’s prom dress
  • my glasses
  • pictures of my sons
  • a bird brooch, given to me by my husband
  • a photograph of my dad, circa 1938 by Brett Weston
  • little felt mice characters that I made
  • my laptop

Você entra lá e se pega pirando na vida das pessoas, imaginando como são fisicamente e montando histórias com as informações.