20.7.11

ISN'T IT FANNY?



Nem era a ideia, hein, mas funcionou como catarse. Não, que fazer catarse virou moda. Funcionou como aquela conversa com pessoas que você acabou de conhecer e troca "defeitos" confidencias:
"Não acredito, eu também sou assim!", "Nossa, sério? Que bom ouvir isso, eu sou muito assim".

E aí, além de ter feito um amigo (ou mais) você também tirou o peso do sofredor, problemático ou pecador solitário. E, melhor, ainda "entrou para um grupo" (pertencer, verbo que emociona conjugar até quando o bando é de sofredores/problemáticos/pecadores).

Pra você ver, falar de xoxota é tão complicado que, sem perceber, precisei de uma introdução de dois parágrafos e um espaço. Neste, mandei na lata, sexta palavra: xoxota. Tão direta como eu acreditava que só minha mãe fazia. E, até anteontem, esse era meu "defeito solitário".

Mas então mandei para umas 15 mulheres a seguinte pergunta:

"Sua mãe tinha algum nome ou apelidinho para xoxota quando você era pequena?"

Abaixo, as respostas:

-  mandou email assim:

"HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA QUE PORRA DE E-MAIL É ESSE?!!?!?!?!?!?!?!?!?!

Eaílza [que é como ela chama a xoxota dela hoje] foi um apelido da fase adulta, de um amigo meu gay. Pequena, era xoxota mesmo... hunft."

- , via Facebook:

"Hahahaha, não, acho que ela falava xoxota mesmo. Mas lembro de uma vez estar discutindo isso com as meninas da PUC e a J.A. me solta: 'Gente, não sei por que vocês estão discutindo isso, é RITA!'"

- Ju, pra qual pus no assunto do email XOXOTA. OU SERÁ RITA?

"Hahahahhaha Isa!!! Que ótimo o título desse seu email, hein? Juro que fiquei com medo de abrir! hohohohoho

Tem a história da Rita sim, não era a minha mãe que chamava assim (ela chamava de xoxotinha!!! HAHAHAHAHAHAHAHAHA). Isso aí é coisa da Sil, de quando a gente era criança... Acho que falavam assim na casa dela.

Tem outra engraçada: lembra da minha chefe da rádio escuta? Meu, ela é muito engraçada, a gente ria um monte ali dentro, afe! Então, ela chamava de Dirrrrrce (assim, com o 'erre' caipira bem puxado!) Hahahahah"

- A Almond, com quem eu estava conversando no FB enquanto escrevia o post anterior, que deu origem a este (pra ver como DÁ pra chupar cana e assobiar ao mesmo tempo):

"Cara, sabe que quando li seu post fiquei pensando nisso? E não lembrei de nada! Lembro só das minhas amigas: perereca, chimbinha, bimbinha Hahahahahah Vou até perguntar pra ela. 

- Lu, por email:

"A minha mãe me deixava com uma senhorinha, que era nossa vizinha, a Adelina, para trabalhar. E foi ela quem deu o nome que colou pra mim: totó. Juro, assim mesmo, no masculino. 'Lava o totó, Lu',  'A calcinha tá apertada no totó?', 'Mãe, tô com o totó assado'".

- De, por email: 

"Pixirica ou Nhãnha Hahahahahahahahahaha esse é foda, cara. Até hoje quando lembro ou quando minha mãe solta essa palavra me acabo de rir."

- Li, minha prima, cuja mãe é irmã da minha, provando que é de família:

"Não lembro de nenhum outro nome não, acho que minha mãe falava xoxota mesmo. Aliás, eu sempre achei essa palavra muito feia!

- Pati, msg no FB:

"Sabe que eu não lembro? Acho que ela dizia xoxota mesmo, viu? Hehehehe"

[Aí eu fiquei feliz, e disse pra ela "Então já somos 4 xoxotas infantis. Me sinto muito melhor agora, ufa! (eu ficava triste que minha mãe não tinha apelidinho)]. 

- E a Pati só melhorou a coisa toda (fazendo coro com um comentário no outro post):

"Mas xoxota é apelidinho, né? Eu sempre achei que fosse!!!"


- E a Manu, descolada no último, manda por email:


"Hahaha Não me lembro. Devia ser vagina mesmo, minha mãe nunca teve papas na língua".


...

Ainda apareceram outros: o clássico xana, usado na infância pela Pri; lelé, como a irmã de um amigo, que é mãe, fala; pipi,  que é como a irmã de outro amigo, que também é mãe, fala; lorita, como a mãe de umas amigas minhas argentinas falavam, e palombita, como a mãe da Maria, uma amiga argentina daqui, fala. Achei engraçado porque a Lu e uma outra amiga falaram que pombinha é um apelido bastante comum no Brasil. Eu nunca tinha ouvido falar.

...

- Quando eu mandei mensagem pra Luci, esperava alguma coisa engraçada. Mas ela sempre surpreende pra melhor. 

"Meu irmão, EU RI agora, viu? HAHAHAHAHAHAHA meu deus, que pergunta! 

Caralho, tua mãe falava xoxota? hahaha Rapaz, pra você ver... Minha mãe é o ser mais tímido e por fora desse mundo. Eu juro que eu nunca ouvi minha mãe falando nem "piupiu". Ela não fala dessas coisas, ela finge e vive como se essas coisas não existissem. Então, eu simplesmente não sei o que minha mãe falava. Ou fala. 
Eu tomava banho com meu pai. Mas a única vez em que vi minha mãe nua foi no hospital, quando ela passou por uma cirurgia. Eu vi a "xoxota" da minha mãe. E posso dizer que foi o momento mais constrangedor das nossas vidas."

Então eu repliquei: Hahahahahahaha Sério? Que engraçado isso da sua mãe! Pois é, minha mãe falava xoxota e eu achava uó, queria que ela falasse algo mais delicado, menos óbvio. Mas, sabe, agora perguntando pras meninas, descobri que outras mães também falavam assim... E, mais, que algumas meninas achavam ok. Me senti muito menos excluída do mundo dos ursinhos carinhosos. 
Eu vou fazer um post com os nomes das xoxotas alheias hahahahah A sua vai ficar de fora. Porra, Luci, a sua tinha que estar lá!

E a Luci, na tréplica: 

- "Porra, minha xoxota se sentiu excluída agora. Tudo culpa da minha mãe... tsc tsc"

[é sempre culpa das mães. façam elas o que façam, digam o quê e como digam. pra minha filha, já decidi, vou dizer xoxotinha]

Pra celebrar o tema, um achado mais do que pertinente (e precioso): Putariazinhas, texto (publicado na Gloss) em que Fred Melo Paiva diz que o termo xoxota é malicioso, mas começa o assunto assim "É difícil encontrar no mundo uma coisa cujos nomes sejam tão inapropriados como no caso da… bem, buceta."


Foi ele quem disse...

( Fanny: slang, brit: female genitals) 

18.7.11

O PIPI DO PAPAI, Ó MEU DEUS, ESCONDE DA CRIANÇA


Eu não disse com estas palavras mas o fim do mundo chegou e salve-se quem puder. O que me faz ter certeza agora não é um fato novo, e sim um que ouvi (e tinha esquecido) no diálogo passado: pais que levam seus filhos para dentro do box e, nus, se posicionam com eles embaixo do chuveiro, serão condenados no juízo final.

Porque pais tomarem banho com os filhos é vexaminoso. É errado. É pecado.

Agora eu entendo todas as brigas lá em casa. Cometemos o pecado original das famílias que nascem e crescem. Já no primeiro filho começaram os banhos coletivos. Veio o segundo, a terceira e a suruba higiênica estava completa. Se já é erradíssimo misturar os pipis dos filhos com o pênis do papai, imagina com a ______ (insira aqui seu apelido de infância) da filhinha. E com a vagina da mamãe, então... (embora pouco da minha se visse por detrás da farta pelagem anos 70).

Para piorar, o pecado é hereditário. Os filhos, que cresceram e se multiplicaram, fazem agora isso com os próprios filhos. Que são netos, e fazem com os avós. O que será de um mundo em que se mistura o pipi da criança com a depilação cavada da vovó?

Nosso núcleo familiar foi abalado no início dos tempos por tão sujo pecado. Nos amaríamos mais, brigaríamos menos. E pensar que banhos coletivos (por que não dizer grupais?) nos impediram de ser a família mais feliz do mundo, a família doriana.

Mas ainda há tempo. Tenha piedade, senhor, pelo que vivi no passado. Eu era criança e não tinha consciência. Juro sobre a bíblia plastificada (a mesma que lerei, sozinha, durante o banho) que nunca levarei os filhos que pretendo ter para dentro do box e, jamais, nua, me posicionarei com eles embaixo do chuveiro.

...

Agradeço aos meus flatmates por terem aberto meus olhos a tempo.



[minha mãe vai duas vezes pro inferno porque ela nunca deu apelidinho pra minha... xoxota. ela chamava de xoxota mesmo. e a mãe da minha melhor amiga, a guiga, chamava de xotinha. hoje, soa mezzo filme B pornô, mas eu achava super fofo e ficava constrangidíssima pelo jeito que minha mãe falava. o que deve valer alguns pontos a mais na minha absolvição, não? so prude I am, oh god!]

imagem

14.7.11

MURDER[ERS]






"Murder" é a nova coleção de jóias de Kali Arulpragasam, irmã da cantora MIA.

E esta matéria do Guardian,

- descreve as peças:
"Gold throat-slash necklaces and ruby-encrusted bullet-wound rings"


- faz a piadinha:
"a long series of fine gold necklaces and wound-shaped jewelled lozenges for that sexy 'I've-just-been-killed-by-a-machine-gun' look" 


- explica o layout das fotos: 
"made up to look like torture victims: bruised faces, gashed chests, a rivulet of blood running down the boy's forehead"


- e bota aspas da designer explicando o conceito da coleção:
"'Violence and beauty have been thoughtfully crafted in incredible detail . . . to resemble bullet wounds, cuts, machine-gun fire to the body, slashes, butchering and hacking of the throat, head and ears to portray the inhumanity around the world."

Só faltou deixar claro que a carnificina é conceitual (para a designer) e fictícia (para a jornalista) porque, tiradas do contexto, as peças são absolutamente normais, usáveis e, especificamente o brinco descrito como "an earring that makes your lobe look as if it has been ripped open, dripping blood", na minha opinião (e por isso eu pus três fotos em que ele aparece), não parece isso na prática e é lindo. 


[egolatria jornalística ruling]

11.7.11

"SO THAT MEANS YOU LOVE EACH OTHER"



<3

Via FB do Leandro Quintanilha

JOGA PEDRA NA GENI



Antes de mais nada, quero deixar claro que este é um post escrito com amor. O substantivo, não o sentimento. É que andei ouvindo conceitos muito esquisitos sobre amor, o que me dá liberdade para chamar de amor aquilo que eu bem entender. Assim como me repetir. E escrever amor várias vezes. Amor, amor, amor. Dizem que o ódio é amor ao contrário. Mas só chegou a raiva o que eu substantivei.
Não. Teve indignação e tristeza também.

Pareceu um seminário da TFP. Mas foi apenas uma conversa entre flatmates.

"O que gays sentem não é amor. Porque é impossível haver amor entre duas pessoas do mesmo sexo. É contra deus. O que gays sentem é desejo ou qualquer outra coisa do gênero."

"Imagina que horror se o homem e a mulher tiverem transado com várias pessoas antes de se conhecerem, antes de casar. Não vai mais existir aquela pureza entre eles."

"Deus ama as prostitutas, porque deus ama a todos. Mas considera pecado, porque é errado se prostituir. Mesmo se estiver passando fome. 'Minha mãe já passou fome e nunca se prostituiu'"

"Tão errado quanto as prostitutas são os homens que pagam para transar com elas. E se elas parassem de se prostituir? Eles iriam começar a estuprar."

Nesse momento, eu respirei fundo. Eu estava conversando com uma versão polonesa e masculina da Myrian Rios ("Uma babá lésbica é, automaticamente, pedófila"). Mas eu estava conversando com uma pessoa que nasceu na década de 80, o que me doía mais. E duas outras, da mesma idade, concordavam com ela. 

Nesse momento, eu parei. Porque não era mais uma questão de contra-argumento, crença, tabu. Era ignorância. Como é que posso viver num mundo que defende ativamente todo tipo de liberdade e, ao mesmo tempo, neste outro? Ali, por ter de sustentar sozinha questões tão prementes, me deu vontade de chorar.

Então eu fui pro quarto, e chorei.

...

Eu não estava discutindo religião porque isso seria incoerente. Eu estava defendendo que deus, fundamentalmente, é amor. É amor por definição, independentemente do nome que sua religião ou filosofia dê a ele. Ou sua não-crença. Porque se deus é amor, nem ser ateu ou agnóstico importa nesta argumentação.

...

Sabe,

- não foi deus, nem mesmo o seu deus católico fervoroso, quem fez as regras que você repete da boca pra fora. Foi a igreja, a sua igreja católica fervorosa. E, acredite, deus e igreja não a mesma coisa.
- deus é amor, e ele aceita sua homossexualidade. 
- não é deus quem te obriga a, todo instante, mentir e omitir sobre sua orientação sexual.
- deus não vai fazer com que, de repente, você deixe de gostar de homens.
- deus aceita e acolhe seu namorado tanto quanto nós o fazemos aqui em casa, mesmo fingindo acreditar que ele seja só seu amigo, já que isso é o que você quer.
- deus acredita que pode ser amor o que vocês sentem um pelo outro. Mas também não acha ruim se for só tesão. 
- deus não faz nenhum julgamento quando vocês se trancam no quarto para colocar esse sentimento em prática. Na minha opinião, se é que ela vale, ele até abençoa.

Não vou te dizer que deus acha ruim que você condene os outros por práticas que também são suas. Ou seja, não vou te dizer que deus não gosta da sua hipocrisia. Mas cuidado. Porque se sua passividade (e juro por deus que isto não é um trocadilho) se juntar a um coro e for para rua apontar para os outros, tentar restringir a liberdade alheia, aí complica pra você.

Quanto a deus, não sei. Mas eu vou achar bom quando você tomar porrada na rua de um bando de neonazi. Que a vida dá voltas. E aí você vai sentir na pele o que é e o que não é amor.

[e eu não gosto de eric clapton]

8.7.11

"CARTA DE VALTER HUGO MÃE PARA A FLIP"




"Quando eu tinha 8 anos veio morar para a casa ao lado da dos meus pais um casal de brasileiros com duas filhas moças. Ao chegar, o casal ofereceu uma ambulância ao quartel de bombeiros da nossa vila e toda a vila se emocionou. Foram os primeiros brasileiros que eu vi fora da tv, fora das novelas. Eu e os meus amigos fomos ao quartel dos bombeiros apreciar a ambulância nova, bem pintada, que se mostrava a todos como prova bonita da bondade de alguém. O meu pai tinha um carro pequeno, velho, difícil de levar a família inteira dentro. A ambulância era enorme, um luxo, como se fosse para transportar doentes felizes. Eu e os meus amigos ficamos estupefactamente felizes.

Depois, algumas mulheres e alguns homens mais delicados reuniam-se diante da senhora e das moças brasileiras e faziam perguntas sobre as novelas. Naquele tempo, passavam com muito atraso em relação ao Brasil, e todos queriam saber avidamente quem casava com quem na Gabriela.

A senhora e as suas duas filhas, porque sabiam o que ia acontecer nas novelas, eram aos olhos de todos como adivinhas, gente que via coisas do futuro, gente que viveu o futuro e que se juntou a nós para reviver o passado. Por causa disto, eram mágicas e as pessoas queriam a opinião delas para cada decisão.

A minha mãe pediu à nova vizinha a receita para fazer pizza, porque ainda não havia pizzarias e só víamos nas revistas como deviam ser bonitos e saborosos aqueles círculos de pão e queijo coloridos pousados nas mesas. Passámos a comer uma pizza de atum com muitas azeitonas pretas. Ainda hoje peço nos restaurantes pizza de atum com a esperança de que seja exactamente igual à da minha infância, mas nunca é.

As moças brasileiras eram mais velhas do que eu e ficaram amigas das minhas irmãs. As minhas irmãs saíam com elas à rua inchadas de orgulho, porque as pessoas todas, sempre comovidas com a ambulância, fazia vénia e sorriam. Havia gente que dizia que as moças brasileiras eram as mais belas de todas. Elas eram, na verdade, sorridentes, e eu senti que também seriam muito felizes na nossa pequena vila.

Um dia a minha imã mais velha fez anos e foi festejá-los com uma festa na garagem das brasileiras. Na noite desse dia, ali pelas oito horas, uma outra menina, filha de um vizinho português, mostrou-me tudo. Não foi a primeira vez, mas eu queria sempre ver, embora ela não quisesse sempre mostrar. Um amigo meu surpreendeu-nos e quis ver também, mas a menina respondeu que não. Ela disse que mostrava apenas a mim porque eu era amigo das brasileiras. Entendi que as brasileiras eram como um toque de Midas que me transformava num menino de ouro.

Aos dezoito, aquele que é o meu amigo mais irmão chegou do Brasil e ingressou na minha escola. Eu instintivamente corri atrás dele. Queria ser amigo dele como se fosse vital para mim. Ele mostrou-me Titãs e Legião Urbana. Eu achava que o Renato Russo ia salvar a minha vida com aquela canção do Tempo perdido. Quando o Renato Russo morreu, chorei muito e passei só a chorar quando ouço o Tempo perdido. Eu não sei se a arte nos deve salvar, mas tenho a certeza de que pode conduzir ao melhor que há em nós, para que não nos desperdicemos na vida.

O Alexandre, esse meu amigo brasileiro, mudou tudo em mim para melhor. Adorava viajar de comboio com ele quando entalávamos as meias mal cheirosas nas janelas para que arejassem durante a marcha. Nesse tempo, o Alexandre ensinou-me a perder aquela vergonha que só atrapalha. Porque os portugueses sempre foram meio envergonhados.

Hoje, temos quase quarenta anos, ele casou com uma portuguesa e tem filhos. Eu, não. Fiquei para tio a escrever romances, e os romances tornaram-se fundamentais na minha vida, como a máquina de fazer espanhóis. Sonhei sempre em vir ao Brasil e vim várias vezes, faltava vir como escritor, publicado e recebido. Pois aqui estou, a Flip fez isso, não esquecerei nunca, sinto que fazem de mim um homem de ouro, agradeço a todos muito por isso."

Valter Hugo Mãe, 8 de julho de 2011, Flip

JUST CUT IT OUT


I have two similar small cuts on both of my hands that look innocuous but which are actually surprisingly painful. And obviously I haven't got a clue how I got them.

Do you believe, by any chance, that those little pain in the ass bits have something to do with the fact that this blog hasn't been properly updated?

Neither do I.