24.9.11

#00 DISCLOSED:



Chegada da Lu
Primeiro encontro com a Tha e o Beto
Toi.Toi.

[este post vale pelo dia 23. são seis horas da manhã, faz uma hora que a gente chegou e eu tô vodka e redbulizada. luciana ronca logo ali...]

22.9.11

DO "DALMADORM" AO "DÁ UMA E DORME" [#01]



Bom, primeiro, preciso dizer que quem me contou esse trocadilho do título foi minha mãe. Acho até que já falei isso em algum post. É que esse é um remédio já antigo, mas fabricado normalmente até hoje. É ele que me permite viajar 13 horas como se fossem 3. E dormir quando minha cabeça não para, como nessas últimas semanas. O pior, é que tenho tido encontros, ideias, trabalhos e acontecimentos incríveis, não posso reclamar. Mas a cada novo encontro, ideia, trabalho e acontecimento incrível, surgem novos encontros, ideias... bom, deu pra entender.

Então eu corto o comprimido em quatro partes, de acordo com a previsão da minha insônia (minha prima, que é química, disse que é impossível mensurar a substância, e depois que me falou passei a entender - mas não a deixar de fazer - por que tomo um quarto e caio dura e tomo meio e nada acontece).

Eis que hoje chega o namorado latvio da menina latvia do quarto de cima. Foi de manhã, não vi. Eles saíram, eu também. À noite, chegamos quase na mesma hora, mas, de novo, não vi o cara. Tomei banho, algum deles tomou depois, comi e estava fazendo a unha na cozinha (nunca na vida tinha feito a unha na cozinha. Sempre no quarto, na frente do computador ou na sala, na frente da tv) e ouço um rangido de cama. Casa vitoriana, sempre se ouve tudo, nem presto mais atenção. Mas o rangido foi aumentando, aumentando e eu lá, lixa, empurra a cutícula, tira a pelinha... Aí ouvi umas respirações ofegantes, que ficaram mais altas e tive certeza. E eu ali, escolhe a cor, passa uma camada, espera secar... Terminei a primeira mão junto com eles. E fiquei muito preocupada comigo porque eu ficava ouvindo aquilo e fazendo análise, do tipo "Nossa, mas ela tem uma carinha de santa", "Putz, será que foi rápido assim ou eles começaram antes e eu que não ouvi?", "Onde será que fica a Latvia?",  como se algumas dessas observações fizessem sentido, tivessem importância ou me dissessem respeito. Ok, tem dias que você não tá no clima mas, geralmente, você fica minimamente horny numa situação dessas. Eu, terminei as de pintar as unhas. Com ar de tédio e cara de paisagem.

Definitivamente, preciso parar de tomar comprimido pra dormir.

E viva a Latvia, seja lá onde for.

21.9.11

BACK TO JADE CIRCLE [#02]



Foram três dias, um ano e meio atrás. Três dias de Jade Circle Workshop, só para mulheres. Meditação, massagem, movimentos de Chi Kung, o Jade Egg. Na época, escrevi apenas um post. Nele, só uma passagem.

Ainda não tá na hora de escrever sobre o Jade Circle. Mas tá chegando.

Hoje, depois de tanto tempo, fui à prática mensal de duas horas. Foi ótimo.


[hoxton (o jade circle é lá) foi o primeiro lugar em que morei aqui em londres. não tem como não amar aquela área - bom, tem. fiquei um tempo sem ir, meio traumatizada depois de conviver com uma flatmate mitônoma lunática depressiva. mas, né?]

20.9.11

"I WALK DOWN THE LANE WITH A HAPPY REFRAIN JUST SINGIN' IN THE RAIN" [#03]




Como dá pra ver na foto, me molhei voltando pra casa. Mas é que se eu tinha um guarda-chuva numa mão, eu tinha uma máquina fotográfica na outra. E Queen's Park toda linda sob a chuva diante de mim. Uma garrafa de vinho depois, você sabe perfeitamente o que priorizar.

[minha tarde com a Lay foi exatamente como as palavras dela no FB]

19.9.11

MACHOS NÃO TÊM TETINHAS [#04]

- A squirrel voltou hoje, mas na você não tava.
- Mas por que você chama ele de ela? Acho que tem cara de menino.
- Uai, você não viu as tetas? Ela até tá grávida!
...

E eu chamando ela de ele e ele de barrigudo...

[eu tinha visto as tetinhas. mas se homem tem mamilos, por que bicho não pode ter?]
[será que esquilas fazem tererê no rabo quando estão grávidas?]

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18.9.11

ELE VOLTOU!

Ô de casa! Passei as últimas semanas do verão na praia mas já tô na área de novo! 

Uai, cadê aquele monte de arquivo? Ah, tá, você apagou (mal) no photoshop pra ninguém ver a bagunça do seu desktop e os nomes mongos que você dá pras suas coisas. 

Bom, sete nuts, vamos ao que interessa...
Jura que você vai falar do tamanho da minha barriga? E você, que comeu aquela banoffee pie quase toda?
Antes da última nut, tira uma foto do novo styling do meu rabo. Fiz na lá na praia. Acho que chama 'tererê'.  


[e eu juro que parece que alguém colocou um elástico na ponta do rabinho do esquilo...]

NÃO É UM CASO DE SPOILER, MAS... [#05]


... você já assistiu La Piel que Habito, o novo filme do Almodóvar?

[o melhor: não é fantasia do halloween que vem aí. é um pijama masculino (macacão de plush!) da primark. né?]

17.9.11

TENERE [#06]


Acordei com um lindo dia de sol batendo na janela. Mentira. Abri os olhos, vi o sol pela janela e saí da cama para colocar o varal de roupas molhadas no jardim. Voltei pra cama, virei pro lado e dormi. Não sem botar o alarme do celular para... 10 e meia? Acho que foi isso. Mas o celular tocou antes com a mensagem de um amigo. Tem gente que acorda cedo.

[tem. constatação de um fato]

Acordei. De verdade. Mas fiquei deitada, olhando para a janela ensolarada e usando o edredom como escudo contra o frio da saída anterior. Eu só pensava que não tinha iogurte e que teria que pôr os pés na rua antes de tomar café. Tem gente que precisa.

[tem. imperativo]

Acordei. De levantar da cama, tirar o pijama, vestir uma roupa. Estamos no meio setembro. Eu sei que o sol já não é tão quente e nem o frio tão frio. Mas eu não sei que toda sapatilha nova massacra os pés. E eu tinha que calçá-las.

[tinha. pretérito aparentemente sem futuro]

Aí foi uma sucessão de faz-desfaz que parecia o sol e chuva que vira e mexe se alternam aqui. No fim, não fiz nada do que ia fazer com ninguém com quem combinei. Nem uma ou duas coisas que combinei comigo mesma depois. Tudo por circuntâncias alheias à minha vontade. No fim, tive que... ligar o computador e ficar alheia ao mundo com ele no colo. A diferença foi fazer isso trocada pra sair, maquiada e cheia de band-aids nos pés.

[(eu) tive (que ligar o computador). pleonasmo]

16.9.11

NÃO CONTA PRA NINGUÉM, MAS EU VOU FAZER UMAS CONTAS [#07]



Vou fazer countdowns, umas palhaçadas, escrever uma ou outra lembrança e até um xingo se me der vontade.

Por ora, resta dizer que virei alcóolatra de licorzinho. É patético. Baileys no sorvete, Baileys no chocolate quente, Baileys na tampinha.

Fora isso, tenho feito um esforço fenomenal pra sair dos 55kg muito embora meu colo esteja largo o suficiente para acomodar o milhão de pautas que têm caído nele. Duas asserções que, embora não sejam contraditórias, não têm a ver juntas e formam um frase sem sentido.

[é o dragão da maldade contra o santo guerreiro]

Não vou contar que encontrei meu projeto de vida para os próximos meses e que sou a pessoa mais feliz do mundo. E de cabelo curto.

Ansiosa para dar início a dois tipos certos e - em essência -,  absolutamente contrários de trabalhos. Mas, pra isso, tenho que dizer adeus. Só não esqueça que sou taurina às avessas e cultuo a impermanência.

[é deus e o diabo na terra do sol]

E você, pensa mesmo que Londres é aquele clichê cinza e chuvoso?

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14.9.11

DOS RASCUNHOS, DA INVEJA E, CLARO, DOS CIGARROS



O dia em que abri a página de postagens e vi uma dezena de rascunhos alinhados, entendi que não queria mais escrever. Na fila do draft, eles esperavam, em vão, a vez de virar post.

Tive a decência, uma vez, de tirá-los dali -  deletando sem ler, mas não sem dor. Eles ainda enfileiraram-se de novo, em menor número, mais espaçados.

Até que decidi deixá-los lá, comprar cigarros e dar o assunto por encerrado.

Da semana passada pra cá, muito mudou. E lembrei do blog, pensei nos posts, tinha esquecido dos drafts.

Eles são a parte mais importante agora. Ando rascunhando já há alguns meses o que vai ser postado em tempo e vida reais e, pra isso, tive que tomar those big decisions of life. Cheias de variáveis no caminho, pra me deixar ainda mais doida, e um corte de cabelo de 20 centímetros a menos pela primeira vez em 20 anos. Que, nunca imaginei, fosse me deixar tão feliz.

Nunca imaginei tanta coisa... A conclusão óbvia, aqui, seria excesso de rascunho. Mas, não.

Obviedade nunca foi comigo. Porque, genius, não é pelo corte de cabelo que a gente mensura isso.

Vou ali me jogar de novo. Enquanto isso, sugiro a todos o texto sobre a inveja, de Ivan Martins, colunista da Época. Não é exatamente a forma como eu abordaria esse sentimento tão comum e demonstrado das mais variadas formas, inclusive por muita gente querida que me circunda.

Mas é que eu ainda não encontrei os cigarros que saí pra comprar.

[todo mundo sente inveja, tá? é natural. negar é o que faz com que doa e, possivelmente, a transforme numa coisa não tão legal]