14.9.11

DOS RASCUNHOS, DA INVEJA E, CLARO, DOS CIGARROS



O dia em que abri a página de postagens e vi uma dezena de rascunhos alinhados, entendi que não queria mais escrever. Na fila do draft, eles esperavam, em vão, a vez de virar post.

Tive a decência, uma vez, de tirá-los dali -  deletando sem ler, mas não sem dor. Eles ainda enfileiraram-se de novo, em menor número, mais espaçados.

Até que decidi deixá-los lá, comprar cigarros e dar o assunto por encerrado.

Da semana passada pra cá, muito mudou. E lembrei do blog, pensei nos posts, tinha esquecido dos drafts.

Eles são a parte mais importante agora. Ando rascunhando já há alguns meses o que vai ser postado em tempo e vida reais e, pra isso, tive que tomar those big decisions of life. Cheias de variáveis no caminho, pra me deixar ainda mais doida, e um corte de cabelo de 20 centímetros a menos pela primeira vez em 20 anos. Que, nunca imaginei, fosse me deixar tão feliz.

Nunca imaginei tanta coisa... A conclusão óbvia, aqui, seria excesso de rascunho. Mas, não.

Obviedade nunca foi comigo. Porque, genius, não é pelo corte de cabelo que a gente mensura isso.

Vou ali me jogar de novo. Enquanto isso, sugiro a todos o texto sobre a inveja, de Ivan Martins, colunista da Época. Não é exatamente a forma como eu abordaria esse sentimento tão comum e demonstrado das mais variadas formas, inclusive por muita gente querida que me circunda.

Mas é que eu ainda não encontrei os cigarros que saí pra comprar.

[todo mundo sente inveja, tá? é natural. negar é o que faz com que doa e, possivelmente, a transforme numa coisa não tão legal]

Um comentário:

Simone Westerduin disse...

Essa semana encontrei um rascunho perdido de 2007 e resolvi posta-lo. Eu acho que era tão mais divertido, mais solto, a vida era mais simples e sem tantas expectativas.

Adorei o seu blog.

beijos