17.9.11

TENERE [#06]


Acordei com um lindo dia de sol batendo na janela. Mentira. Abri os olhos, vi o sol pela janela e saí da cama para colocar o varal de roupas molhadas no jardim. Voltei pra cama, virei pro lado e dormi. Não sem botar o alarme do celular para... 10 e meia? Acho que foi isso. Mas o celular tocou antes com a mensagem de um amigo. Tem gente que acorda cedo.

[tem. constatação de um fato]

Acordei. De verdade. Mas fiquei deitada, olhando para a janela ensolarada e usando o edredom como escudo contra o frio da saída anterior. Eu só pensava que não tinha iogurte e que teria que pôr os pés na rua antes de tomar café. Tem gente que precisa.

[tem. imperativo]

Acordei. De levantar da cama, tirar o pijama, vestir uma roupa. Estamos no meio setembro. Eu sei que o sol já não é tão quente e nem o frio tão frio. Mas eu não sei que toda sapatilha nova massacra os pés. E eu tinha que calçá-las.

[tinha. pretérito aparentemente sem futuro]

Aí foi uma sucessão de faz-desfaz que parecia o sol e chuva que vira e mexe se alternam aqui. No fim, não fiz nada do que ia fazer com ninguém com quem combinei. Nem uma ou duas coisas que combinei comigo mesma depois. Tudo por circuntâncias alheias à minha vontade. No fim, tive que... ligar o computador e ficar alheia ao mundo com ele no colo. A diferença foi fazer isso trocada pra sair, maquiada e cheia de band-aids nos pés.

[(eu) tive (que ligar o computador). pleonasmo]

Nenhum comentário: