11.10.11

METAPOSTAGENS COM AMANDA



Depois de cinco anos, Amanda vai deixar Paris. Não vou falar mais nada porque as palavras dela neste post, chamado "Nunca Subestime um Coração Partido", dizem tudo e com perfeição. A mesma que já admiro há tempos, a ponto de ter escrito sobre ela; sobre um texto em que uma Amanda irada (e com razão) solta o verbo. Salvei sem postar porque, lá no fundo, a gente sabe que tudo tem hora e lugar, esse óbvio ululante que vez ou outra turva e falha. Mas aqui e agora faz mais sentido do que nunca. Que desde a semana passada comemoro a volta da minha agressividade, abafada durante anos por acreditar que era contrária a outros preceitos nos quais acredito. É, na verdade, complementar. Assim como Amanda: doce, mas forte.

Escrito por mim em 18.09.11 depois de ler Au Revoir, Porte Dorée, postado por ela no dia anterior:


Quando a Amanda escreve um post como este último, em que conta um acontecimento chato sem florear ou tentar amenizar "para parecer um ser humano melhor" me sinto mais perto dela, que nem conheço pessoalmente, do que de muita gente que me cerca. E penso, que ironia!, a Amanda é de verdade.

Às vezes, falar mal dos outros, até julgar, é necessário. É a velha história do contexto. Dentro, é preciso. Te posiciona, te fortalece. E te enfraquece, porque te expõe.

Dizer que sempre há um ponto de equilíbrio não é humano. Não é zen. Não é verdade. Em algum momento, vai pender pra um lado. E você pode esconder de 99% das pessoas. Mas eu já fui o 1% que estava ali. E, olha, sentimento negativo abafado cheira mal. Como comida azeda.

Então, agradeço à Amanda simplesmente por ser de verdade. Mesmo que (ainda) virtualmente.

Um comentário:

Amanda disse...

Que lindo, Isa! Muito, muito obrigada! Na verdade eu também me surpreendi um pouco depois de ter escrito aquele primeiro post, mas não me arrependo. Sei que deixei um monte de gente preocupada por bradar tão forte, mas estava muito cansada de bancar a compreensiva. Uma pena que por enquanto so tenho essa coragem escrevendo (o que me torna ainda mais de verdade, não?), o que eu queria mesmo era bater la na porta do meu antigo apartamento e dizer pessoalmente, e em francês, tudo aquilo que escrevi.

E esse encontro ai? Vi as passagens de trem, tudo tão caro... :/ To esperando um milagre, sera que ele vem?

Um beijo, sua linda! Tenho a impressão que nossa amizade esta apenas começando...