20.12.11

NÃO TENTE FAZER EM CASA

Com as marquinhas de dedos suados e tudo


Contei no post abaixo que, hoje, escapei de um assalto. A verdade verdadeira, bem, não é essa. Eu fugi. Saí correndo. E atravessei a avenida República do Líbano sem olhar se vinha carro. Nessas, eu podia ter morrido atropelada e/ou tomado um tiro. Mas nada disso aconteceu. Eu tive sorte. E a proteção de São Miguel (é, você vai ter que ler o outro post).

Tudo começou com uma ideia absurda. Voltar a pé, para casa, de uma travessa da avenida Indianópolis (lá perto da avenida Jabaquara). Ou seja, andar muitos, mas muitos quilômetros. Sol escaldante, peep toe nos pés, bolsa no ombro. Mas eu vivo de ideias absurdas, esse é meu mote.

A qualquer momento eu poderia pegar um táxi. Mas a vontade de andar aumentava, apesar dos meus dedos apertados pelo sapatinho dourado. A Indianópolis virou República do Líbano e passei pelo primeiro portão do Ibira. "Entro no próximo", pensei. Mas antes dele tinha um ladrão. "Passa a bolsa, passa a bolsa". Eu só me dei conta de que estava sendo assaltada um segundo depois que comecei a correr. Foi o medo do tom agressivo na voz do cara que me fez voar em direção à ilha que divide as duas pistas da avenida. Eu atravessei sem olhar. Os carros estavam ainda parados no farol anterior, mas eu não sabia.

O que aconteceu hoje só serviu para corroborar meus argumentos e sentimentos em relação a este país. Cuja premissa histórica é cagar para o povo. Tomando por povo todos aqueles que não estão (ou têm) poder.
Numa terra em que político dá aula diária de pouca vergonha e ladroagem, fica difícil julgar a ferro e fogo o assaltante. Mesmo com toda a raiva que tenha sentido dele.

Ficou a bolsa. Mas também a tristeza. De não ver esperança no país do... fuDEU.

4 comentários:

disse...

UFAAAA!!!!

Isabela disse...

fê!!!

caso.me.esqueçam disse...

e se tu tivesse morrido, a gente nunca saberia, neh. dê um jeito de nos informar, caso a sra morra, ok? beijos.

Isabela disse...

hahahahaha tonta!