2.2.12

COLEGIAL VIROU ENSINO MÉDIO E LINDA CONTINUA NA CAPA. LINDA.




Tenho um lado bastante saudosista. Que passa bem longe da bored bandeira do 'éramos felizes e não sabíamos'. Mas é que tenho a típica memória demente (da doença, não do xingamento): sou capaz de lembrar de fatos, cenas e diálogos do passado e esquecer o nome do livro que estou lendo no momento.

["As Brasas", de Sándor Márai, que, coincidentemente, tem tudo a ver com memórias antigas]

Linda Evangelista, capa da sétima edição revista inglesa Love, era minha supermodel predileta. Anos 90, George Michael com Freedom, uma amiga (peitudaça) do colégio fazendo, com lápis de olho, a pinta da Cindy Crawford (e se achando idêntica) e, pra sua felicidade, uma matéria na Folha dizendo que "a moda agora é peito grande" (o que de nada adiantou pra essa menina, que só se encontrou depois que tirou mais da metade de cada teta).

A gente estava no primeiro colegial.

Na capa do meu fichário, assim como a gente, Linda Evangelista fumava um cigarrinho, e dividia espaço com a foto de um casal (Paula Prandini, modelo famosa da Capricho, com um cara de bandana na cabeça, à la Johnny Depp em "Anjos da Lei") e a frase - música dos Beatles - que, na verdade, pertencia à imagem do cara que coloquei na contra-capa do fichário (era uma propaganda de jeans) com o título de um outro anúncio, que tinha saído na revista Fluir.

Oh, são muitas referências 'noventianas'.

[e eu, que adorava ter peito pequeno, teria - mais tarde - aceitado feliz os extras de teta dispensados pela amiga cover da cindy crawford]

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