30.4.12

100 MILILITROS DE LUZ LÍQUIDA


Esse é o nome que, dentro de mim, esse blog passou a chamar há alguns meses. Mas não posso contar por que. É segredo.

[e o que essa imagem é linda?]

29.4.12

TO BE HONEST...


Desenho lindo de Eduardo Recife

Eu tinha dado um tempo de escrever aqui. Pela primeira vez, até tinha pensado em finalizar o blog - eu já não sentia mais tanta identificação com ele. Meu 'novo' caminho -  que toma forma desde o comecinho deste ano, depois de grandes (re)descobertas em Londres, ano passado, mas que começou de verdade quando eu tinha uns 15 anos, apesar de muitas interrupções e retomadas - já não parecia fazer sentido por aqui. Aqui já não parecia fazer mais tanto sentido pra mim. Até que, meditando, entendi que o que eu NÃO queria era compartilhar. Mas compartilhar é uma das bases da espiritualidade. É um dos grandes aprendizados da Cabala. Hmmm, Isabela, que contraditório.

[mas, se o julgamento entra, o entendimento sai, pelo mesmo espaço]

Na mesma meditação percebi que meu problema era apenas com algumas pessoas que, eventualmente, pudessem ler - afinal, eu compartilho fora do blog. Eu não queria que elas soubessem de coisas tão lindas que acontecem comigo. Uma pessoa específica passou a imitar o que eu faço como se eu não existisse, como se minhas descobertas fossem dela, sem compartilhar de volta, sem nem conversar comigo sobre. E eu não queria só doar, sem troca. Por meio de um pensamento racionalmente 'correto' - "Eu compartilho se elas compartilharem de volta. É injusto que elas só me imitem", fiquei presa ao ego.

Então entendi. E escrevo. Não só para compartilhar. Mas também como exercício de distanciamento do ego. Porque, opa - and to be honest -, ainda não sinto vontade de dividir minha vida com essas pessoas. Mas elas não estão no meu caminho por acaso. Nem para o mal.


Do Prem Baba: "A consciência separada não tem nenhuma percepção da relação de causa e efeito. Você não tem consciência de que, se chegou para você, é porque de alguma forma você chamou. Cada situação que acontece na vida é como um convidado que veio para um evento que você convidou, mas se esqueceu. O convidado chegou e você não lembra que mandou o convite. Mas o tempo não esquece: se existe uma lei que se cumpre neste plano é a lei de causa e efeito. Essa lei não pode ser corrompida"


E entender isso é não só muito amoroso como também libertador.

26.4.12

NA GLOSS DE ABRIL




Não vou postar a matéria do intercâmbio porque são seis páginas.
Em maio tem mais!

[eu amo escrever para mulheres]

SOBRE GURUS E AMIGAS DE ALMA

Vanessa e eu, numa tarde de sol no Victoria Park, em 2010


No meio de 2010, em Londres, tive uma flatmate australiana, a Vanessa. Morávamos em East London - nosso playground eram o London Fields e o Broadway Market - mas nem eu nem ela éramos hipsters or give a shit. Fazíamos yoga e meditávamos juntas. Vanessa, que dormia toda noite ouvindo mantras no último volume, punha, para meditarmos, um cd de um guru indiano chamado ____________.

Quando a Vanessa decidiu que tinha que voltar pra Austrália, pra estudar Hatha Yoga e virar professora, também deixei o apartamento. E, com o tempo, naturalmente, perdemos contato. Até que, DO NADA, lembrei do tal guru do cd de meditação e perguntei o nome dele para ela num mensagem pelo Facebook. Que ela respondeu no dia seguinte.

Isso foi dia 10 deste mês.

***

Me inscrevi num workshop de quatro dias de respiração. Amigos que já tinham feito me encorajaram e, confiando, não fui atrás de mais informações.

Dia 20 o curso começou. Dia 21 fizemos uma série de respiração guiada (por áudio) pelo criador da prática na qual todo o workshop se baseia, um guru indiano chamado__________.

Meu deus, era a voz do cd da Vanessa. Cheguei em casa e abri a mensagem dela no Facebook, incrédula. Era o mesmo guru indiano, Sri Sri Ravi Shankar.

Como bem disse a Letícia, diante de outra das 10 mil 'coincidências' que têm acontecido, "se isso não é um sinal, um chamado, não sei mais o que é"

Well... é.

***

Amei tudo o que vivi nesses quatro dias de workshop do Ravi Shankar (Guruji). Tenho feito a série completa de respiração, o Sudarshan Kriya (são 40 dias ininterruptos para um ciclo de renovação) e hoje até chorei quando terminei. A Bhastrika e o Kriya são respirações muito intensas e a ideia é mesmo expandir e transgredir. Mas o guru que está no meu coração, pelo menos agora, é o Prem Baba. E, feliz, vou conhecê-lo sábado que vem, no meu primeiro Satsang.

Quanto à Vanessa...

"(...) To be honest I do not practice Sri Sri Ravi Shankar anymore. I am fully immersed in Bhakti yoga! Kirtan is my life - call and response of gods name in Sanskrit... I have been hanging out with the Hare Krishnas for the last year, go to the ashram and chant - my best friend is a Krishna now. I am still deciding on my path! I finished Hatha teacher training at the end of last year and will start teaching a few of my own classes this year, not in a studio but just in hired halls to get some experience. I am also practicing a lot of kundalini yoga which is all about chanting and kriyas. You should look into both kirtan and kundalini. I will send you some links! (...)"

***

Vanessa e eu fomos flatmates em Londres, pra que nossas almas fizessem o encontro.
Hoje, enquanto ela recita os nomes de deus em sânscrito, eu recito em hebraico. Em lados diametralmente opostos do mundo.

DA MÚSICA QUE, QUANDO OUÇO, ACREDITO QUE SOU PRA SEMPRE FELIZ


É, na verdade, um mantra musicado. Que me tocou de uma forma inexplicável logo na primeira vez que ouvi, sábado passado, ao vivo. E sem parar desde lá. Mas, infelizmente, essa específica versão - e tem que ser essa, nem o autor da música faz tão absurdamente lindo - não existe para compartilhamento.

Om Namo Narayanaya.

Então fui procurar o significado do mantra pra entender o que (e por que) ele falava tão em linha reta pro meu coração.

Narayana é a chama interior que arde o Hrit Padma, o centro sagrado, o chacra secreto de oito pétalas, localizado dois dedos abaixo do chacra cardíaco. E SÓ SE MANIFESTA DE ACORDO COM A DEVOÇÃO DA PESSOA.

Eu saúdo Narayana.

E agradeço por manifestar em mim. Porque só existe devoção com muita disciplina - física, mental, espiritual. E tudo isso no quase caos do dia a dia. Não que eu não queira passar um tempo num ashram, aqui e na Índia -, pelo contrário, essa é a ordem mais do que natural no meu caminho. Mas o retiro não é o todo. E o todo é o desafio.

15.4.12

E ENTÃO QUE NADA DO QUE ME INTERESSAVA ANTES JÁ ME INTERESSA MAIS


Mas antes da ruptura, vou dizer, a palavra é mesmo CAGAÇO. E olha que eu não sou mirim, já fiz as mais diversas mudanças. Mas nunca uma tão radical como essa que, veja você, quase não dá pra perceber a olho nu. 

Tô indo. Quando chegar, acho, aviso. 

2.4.12

O DOCUMENTÁRIO QUE EU QUERO MUITO VER



Quem me falou sobre Life in Stills foi minha querida amiga Lu Benaduce, que mora em Amsterdã.

[resta saber quando é que vai chegar aqui...]