29.4.12

TO BE HONEST...


Desenho lindo de Eduardo Recife

Eu tinha dado um tempo de escrever aqui. Pela primeira vez, até tinha pensado em finalizar o blog - eu já não sentia mais tanta identificação com ele. Meu 'novo' caminho -  que toma forma desde o comecinho deste ano, depois de grandes (re)descobertas em Londres, ano passado, mas que começou de verdade quando eu tinha uns 15 anos, apesar de muitas interrupções e retomadas - já não parecia fazer sentido por aqui. Aqui já não parecia fazer mais tanto sentido pra mim. Até que, meditando, entendi que o que eu NÃO queria era compartilhar. Mas compartilhar é uma das bases da espiritualidade. É um dos grandes aprendizados da Cabala. Hmmm, Isabela, que contraditório.

[mas, se o julgamento entra, o entendimento sai, pelo mesmo espaço]

Na mesma meditação percebi que meu problema era apenas com algumas pessoas que, eventualmente, pudessem ler - afinal, eu compartilho fora do blog. Eu não queria que elas soubessem de coisas tão lindas que acontecem comigo. Uma pessoa específica passou a imitar o que eu faço como se eu não existisse, como se minhas descobertas fossem dela, sem compartilhar de volta, sem nem conversar comigo sobre. E eu não queria só doar, sem troca. Por meio de um pensamento racionalmente 'correto' - "Eu compartilho se elas compartilharem de volta. É injusto que elas só me imitem", fiquei presa ao ego.

Então entendi. E escrevo. Não só para compartilhar. Mas também como exercício de distanciamento do ego. Porque, opa - and to be honest -, ainda não sinto vontade de dividir minha vida com essas pessoas. Mas elas não estão no meu caminho por acaso. Nem para o mal.


Do Prem Baba: "A consciência separada não tem nenhuma percepção da relação de causa e efeito. Você não tem consciência de que, se chegou para você, é porque de alguma forma você chamou. Cada situação que acontece na vida é como um convidado que veio para um evento que você convidou, mas se esqueceu. O convidado chegou e você não lembra que mandou o convite. Mas o tempo não esquece: se existe uma lei que se cumpre neste plano é a lei de causa e efeito. Essa lei não pode ser corrompida"


E entender isso é não só muito amoroso como também libertador.

4 comentários:

andreia disse...

ai, mas como é difícil... eu tô tentando.

Isabela Mena disse...

hard but worthed :-)

Amanda disse...

Não gosto de pensar que somos nós que atraímos tudo de bom e de ruim pra nossa vida. É praticamente uma forma de culpar as vítimas, não?

Isabela Mena disse...

hmmm, email. :-)