28.5.12

UM OUTRO TIPO DE YARN BOMBING



Eu devia ter postado esse vídeo logo que vi, semana passada. Porque ele ficou tricotando sem parar na minha cabeça. E aqui é o lugar pra esse tipo de coisa.

O vídeo do tricô. No aguardo do filme.

Via Jezebel

21.5.12

"...E DE FAZER COM QUE VOCÊ FIQUE ESTAGNADO EXATAMENTE NAQUELAS ÁREAS EM QUE TERIA MAIS FORÇA E PODER"




"O medo funciona como um sistema de alarme que é acionado quando você se sente em perigo. É muito comum que você se sinta em perigo diante de situações desconhecidas, principalmente quando a paisagem não é convidativa. Nos mundos internos, existem paisagens que são de arrepiar (vales sombrios, desprovidos de toda e qualquer referência de beleza ou segurança). Eu chamo essas regiões de 'vale da sombra e da morte'. Cada qual carrega o seu 'vale', que é protegido por poderosos guardiões: o medo, o orgulho (vergonha) e a obstinação. Esses guardiões são capazes de bloquear o fluxo da sua vida e de fazer com que você fique estagnado exatamente naquelas áreas em que teria mais força e poder. Eles estão trabalhando para que você não tenha acesso aos conteúdos renegados, ou seja, aspectos de si mesmo que você não permite aceitar e trazer para a consciência".

Prem Baba

imagens


20.5.12

"DOBRAR A LÍNGUA E AO DESDOBRÁ-LA DEIXAR CAIR UMA A UMA PALAVRAS NÃO DITAS"










"10 Visitas ao Lugar Comum" é o título do lindo poema acima, de Ana Martins Marques, publicado na Piauí deste mês (e fotografado toscamente por mim)

[sinto um quase prazer em fazer fotos toscas]

18.5.12

E O QUE ESSA FRASE É (QUASE) PERFEITA?


"Cansei de carregar milhões de medos das pessoas que me cercam e me pesam de agonia. Eu já tenho lá os meus anseios, meus receios que eu perco à luz do dia"

[o "quase" do título é que, né?, "perco à luz do dia" ainda soa utópico. mas trabalhamos para isso]

Acho essa menina linda linda. Mas nunca tinha ouvido uma música dela inteira, sei lá, coisa de idade, geração (sem desmerecer, óbvio). É que a gente vai atrás de coisas e pessoas com as quais se identifica, só isso. Mas hoje me identifiquei com as palavras de Mallu Magalhães. Essa menina linda lindíssima.

Via Trabalho Sujo

16.5.12

PELO CONTRÁRIO



Eu doía. Doíam minhas pernas, minhas espaldas, meu ombro esquerdo doía. E assim doendo continuei dias, noites, senta, levanta, frio, calor, as práticas. Até que, por outros motivos, marquei horário com o Cacá (já falei dele aqui) e me arrependi. Pensava, enquanto o sono não vinha: putz, o que vou falar amanhã pro Cacá? Tá tudo bem, não tem o que falar, por que eu fui marcar? Vou ter que acordar cedo pra ir... Agora não dá pra desmarcar.

Fui.

- Isabela, você tá branca, o que você tem?

E antes que eu falasse, ele, ainda me olhando, completou com algo como "falta energia em você, como está sua alimentação?"

Descrevi minha alimentação, minhas práticas e minhas dores. E entendi que faltava proteína no meu quase vegetarianismo (eu ainda como peixe). Principalmente em dias de atividade física no limite da exaustão. Daí que contei pra ele a chamada na chincha que tinha levado numa aula de hatha yoga por querer fazer aulas seguidas - a intenção da professora (que não é a minha mestra) foi boa, claro, mas tudo na vida tem um contexto.

- Isabela, você tem muita energia, tem que fazer muita atividade mesmo, forte.

[daí que eu entendi também que algumas pessoas pensam que estou ansiosa quando, na verdade, só tô cheia de energia pra gastar. ah, minha gente, nunca lidei tão bem com a ansiedade como agora]

Saí de lá e fui pra Liberdade, comprar proteínas, suplementos, algas e afins.

[alimentação 100% ayurvédica: meta que só ainda não aconteceu. ainda]

[quando o mestre é espiritual a consulta não se limita ao tempo e espaço convencionais]

[antes que você aponte esse indicador julgando, ele é mestre espiritual. mas tem também degree, master e setecentas especializações 'convencionais'. que eu tô zen mas não sou burra. pelo contrário.]

[pelo contrário]


11.5.12

MÃE NATUREZA



"¿Sabías que antes del siglo XVII las mujeres occidentales daban a luz en cuclillas, sentadas y de pie?

Esto cambió cuando el rey Luis XIV de Francia dispuso que, para poder él presenciar el nacimiento de sus hijos, sus mujeres debían dar a luz acostadas. Aunque esa postura hace más difícil y doloroso el parto, pronto se generalizó, y los médicos franceses tuvieron que inventar los fórceps para evitar algunas de sus consecuencias. En poco tiempo se multiplicaron los instrumentos obstétricos, y se llegó a creer que el parto siempre era una urgencia que exigía atención médica para que fuera sin complicaciones."



Roubei do FB de uma amiga a imagem e a explicação acima, postadas, originalmente, pela ONG I Can de Porto Rico. Confesso que sou um pouco iconófila, adoro imagens (e foram elas que, à primeira vista, me chamaram a atenção), mas tenho pensado muito em parto natural. Desde que reencontrei uma amiga da época do colégio. Ela daria à luz em alguns meses e tinha decidido que seria assim. E não teria como ser diferente, a vida dela já caminhava há anos nesse sentido, o do natural. Yoga, espiritualidade, Índia, auto-observação, disciplina, luz líquida. Assim nasceu sua filha, perfeita, linda, com saúde. Naturalmente. Não, não é pra qualquer um, MESMO. Você tem que estar nesse caminho - que é o que eu sigo desde pouco antes de encontrá-la, mas, veja, alguns meses a menos de percurso fizeram muita diferença na minha percepção. Porque quando ela disse como seria o parto, fiquei temerosa - e se acontecesse alguma coisa? Longe do hospital, sem médico por perto... Não seria melhor optar pelo tradicional em algumas coisas? 


Três meses depois, eu entendo. Não só que, sim, ela optou pelo tradicional, se você entender que a tradição é o natural - os valores é que, infelizmente, foram  invertidos. E que também natural é dar à luz assim se toda sua prática te conduz a isso. A dela. A minha agora.


[em 2006 eu fiz uma matéria sobre parto natural e achei todas aquelas mães super bicho grilo, veja você...]



6.5.12

PORQUE ANTECEDIA MEU ANIVERSÁRIO


Que tudo no Rio é mais bonito 


Só depois de ter acordado absurdamente irritada, hoje, entendi o satsang do Prem Baba (ontem). Durante, foi muito louco. Me conectei não tanto com as palavras mas mais com a energia; quase um transe xamânico. A energia que emanava dele era muito forte, eu fechava e abria os olhos desacreditando que eu estivesse daquela forma conectada com ela. Mas eu estava.
Voltei pra casa em vez de ir pra uma meditação da lua cheia que ia rolar no Ibira, e me arrependi. E esse arrependimento rendeu. Rendeu frustração na hora de dormir. Rendeu irritação (por horas) depois de acordar. Rendeu a compreensão das palavras do Prem Baba no satsang. E, então, rendeu 8km de corrida sob o mais delicioso sol de outono.

"A insatisfação [irritação] é boa, demonstra que você está no caminho"

Aí, wow, fui na mais linda celebração de Kuan Yin! Uma celebração de Magnified Healing que só acontece duas vezes por ano. Não sei nem como descrever, foi lindo. Forte. Incrível.

Porque este era o fim de semana que antecedia meu aniversário (terça) e, coincidência ou não, cheio de acontecimentos:

* Satsang do Prem Baba
* Vesak - celebração máxima do Budismo
* 'Super Lua' - Lua Cheia (que está em touro) perto do perigeu (ponto da órbita lunar mais próximo da terra), ou seja, 14% maior e 30% mais brilhante que o normal.
* Celebração de Magnified Healing

Depois de, em dias seguidos...

- Onde você vai?
- Vou ouvir um guru falar

E

- Onde você vai?
- Vou numa celebração espiritual

...bem, que, para efeitos externos, talvez fosse melhor dizer dizer  "Vou na Virada Cultural". E ter ficado irritada, hoje, pela oferta menor que a demanda da galinhada do Dalva e Dito, lá, e não por incríveis aprendizados da minha alma.

Mas... efeitos externos?

NAH

[but don't get me wrong: eu não virei buda nem pretendo. até diria que 'nada a contra a virada' mas, sim, algumas questões políticas contra a virada. agora, nada contra eventos que não sejam espirituais, claro. e de prazeres da carne que envolvem só carne humana, então, tudíssimo a favor! hehe]

lua

4.5.12

CÍTRICA, PERO NO AZEDA

"Limões do sítio", foto linda da Nana Tucci


Tenho espremido limões em quantidades de 4 ou 5 e tomado o sumo puro. Dou uns rugidos logo depois, quando calha de serem fortes. São fortes sempre; quando calha de serem ainda mais.

Cítrico. Delicioso.

Eles são verdes e chamam limão. Compro orgânico e nunca atentei pra variedade, não era o caso. Até que  a Nana tivesse postado a foto que se multiplicou. Virou um bolo do jeito que eu gosto, com açúcar mascavo. Me deu mais uma certeza de que vou morar de novo na Califórnia - ei, as pessoas têm seus próprios limoeiros lá! - e me deixou a par da existência de variedades de limões com nomes como Eureka e Meyer.

"(...) E aqui na Califórnia, eles não só abundam como são deliciosos porque o clima é perfeito para essas frutas."

Perfeito.

Tá tudo neste blog aqui, ó!

2.5.12

PRA MIM, ASHTANGA É UMA AULA DE HUMILDADE



- Porque é difícil pra caramba. Não só ter flexibilidade e equilíbrio do cão. Mas conseguir se conectar tendo flexibilidade e equilíbrio do cão. Suando em bicas. Fazendo Ujjayi. Tudo isso junto. Prestando atenção na postura.

- Porque me mostra o quanto eu sou humana - o suor é intenso, a respiração é fedida, eu sou bem menos flexível do que minha vaidade permite, eu quero desistir toda vez. Eu fico feliz por não desistir.

- Porque me deu mais um mestre verdadeiro, o Alê, que, como todo mestre, é tão amoroso quanto exigente - e exige muito seriamente. Me desafia a estudar, a decorar a série, a fazer e ser melhor. Ou tomo chibatada. :-P

- Porque me ajuda a me alimentar de acordo com os preceitos do yoga. E quando eu escorrego (o que acontece bem mais do que eu gostaria), eu sinto na prática.

- Porque me deu uma lição, logo no começo, quando eu dizia que só gostava de Hatha porque "na Hatha me conecto mais, na Ashtanga parece que tô fazendo exercício físico". Era medo. E falta de humildade de enfrentar todos os desafios acima. Agora, eu faço as duas. E minha prática na Hatha ficou absurdamente mais profunda depois que comecei a fazer Ashtanga.

***

Hoje, contei tudo isso pro Cacá (meu outro mestre espiritual) que me disse já ter feito muita Ashtanga. E disse também que, na época em que praticava, se acontecia alguma coisa foda, algum momento difícil na vida dele, ele pensava "Porra, mas eu faço Ashtanga. Isso não é nada perto do Ashtanga."

É bem essa a ideia.


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