14.12.12

CHIQUITAS BACANAS



Yes, nós temos bananas. Mas foi Londres que me apresentou a fruta como doce, sobremesa açucarada, misturada com caramelo e sob a alcunha de banoffee pie. Pra sorte do meu corpo, só descobri o crime dois meses antes de vir embora, o que não me impediu de comer a torta dia e noite, noite e dia, inclusive em forma de sorvete.

De volta, e banoffee pieless, voltei minha atenção pro que eu outrora considerava doce (chocolate) e rebaixei a banana ao posto de fruta rica em potássio. Nada más.

Até um fatídico pós-almoço com a Ju no Mercearia, mês e meio atrás. Fomos para o café do lado e ela pediu um doce de banana. Hmmm. Não era a banoffee pie. Nem sequer uma torta. Mas devolvia à banana o status de sobremesa, de ingrediente perfeito pra misturas que levam açúcar, creme, baba, cobertura, suspiros reais e metafóricos.

Bastou pra minha obsessão. E incorporei a banana ao meu vocabulário diário, atrás de receitas. Não demorou muito pra me falarem de um clássico brasileiro, o manezinho. Nem pra que eu "inventasse" a tradicional larica de banana assada coberta com açúcar, canela e leite condensado, ultradoce. Deliciosa.

O que eu não imaginava era que, praticamente no mesmo espaço de tempo, a Nana estivesse em busca do bolo de banana perfeito, encontrado em sua própria cozinha, sete tentativas (e, imagino, muitas bananas) depois.

Lendo o post dela eu fiquei com água na boca e nos olhos. Porque a escrivinhação da Nana sempre emociona. Mas também porque sincronias, sintonias me dão a sensação de pertencimento.

E isso me faz mais feliz.

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UPDATE: Trocando emails com a Nana depois que publiquei este post ela me mandou uma receita de purê de banana da terra e lembrei que tive uma outra fase banana no começo do ano, justamente com esse prato. E fiquei enlouquecida com as mil variações de receita. Fiz as mais fáceis. E ficaram divinas!

Um comentário:

nana tucci disse...

Muitas bananas! (não conte pra minha avó)