26.6.13

FÚRIA E LIBERTAÇÃO UTERINA


A resenha do Estadão:


"O livro é extremamente irônico, analisa a autora, que admite ter recorrido a formas literárias experimentais (hoje clássicas, como o fluxo de consciência joyciano e a narração não linear) para associar sua parábola de renascimento e reintegração social a um recurso formal que desintegra a literatura para que ela, paradoxalmente, possa sobreviver. A demolição da biologia evolucionista, por meio das críticas que Mia faz ao marido cientista, vem acompanhada de autocrítica, quando Siri toca em histeria feminina* e outros temas subjacentes.
Ela só não admite que seu evocativo e tragicômico livro tenha como heroína uma mulher cujas referências são exclusivamente masculinas, como assinalou um crítico, que sentiu falta de citações a Simone de Beauvoir e Margaret Fuller no lugar de luminares do mundo dos homens. "Não vejo razão para Mia não falar em Freud ou Kierkegaard", rebate a autora." 
[*tenho pensando muito em histeria, no conceito freudiano. e vai estrear Augustine logo mais]

Um comentário:

Antônio LaCarne disse...

puxa, fiquei curioso em ler esse livro.