28.11.13

"NEW BEGINNINGS"



Esse filme, apresentado em 12 de setembro deste ano, é uma homenagem do NYC Ballet ao 9/11. Foi filmado ao amanhecer, no 57º andar do 4WTC em Manhattan.

"New Beginnings is a testament to the resilience of the human spirit and a tribute to the future of the city that New York City Ballet calls home."

GRATITUDE MANDALA


Community Mandala Project

MY MEAT IS MINE



Já faz uns meses que tô me coçando. Nos dois sentidos da gíria.

- De vontade de fazer mais.

- De estar me agilizando pra fazer.

Quero me coçar num terceiro sentido.

- O da cicatrização.

Mas enquanto houver tanto sol - e ele voltou hoje, lindão - não há muito o que eu possa fazer.

- Just wait.


[e o título desse post é um trocadilho com a "marca" de tatuagens do yann black, o canadense que tem um estilo incrível (e bastante copiado). eu fiz um post aqui em 2009]

26.11.13

MULHER É BICHO ESQUISITO/TODO MÊS SANGRA...


Foi meu irmão quatro anos mais velho quem me contou o que era menstruação. Estávamos saindo da praia, andando na areia, na direção de casa e perguntei a ele o que queria dizer a frase "mulher é bicho esquisito/todo mês sangra". No minuto em que ele começou a contar me arrependi de ter perguntado (vergonha).
Nunca esqueci.

Eu devia ter uns 7 anos. Porque a frase é da música Cor-de-Rosa Choque, da Rita Lee. Tema da abertura de  TV Mulher  na época em que a Marília Gabriela era apresentadora e a Marta Suplicy tinha um quadro sobre sexo ousado pra época. E música de trabalho do disco da foto acima (de 82), o primeiro que ganhei "só pra mim".
Tenho até hoje e sei todas as músicas de cor.

Acho lindíssima a capa desse disco.

[…um sexto sentido maior que a razão]

25.11.13

SE CONSELHO FOSSE SOM



Eu não quero soar repetitiva mas a mistura do piano de Vitor Araújo com os outros instrumentos da Banda Rivotrill vale este post à parte.


De nada.

"USANDO AS PALAVRAS DE ERNESTO SABATO, SENTIA NA PELE QUE 'A RAZÃO NÃO SERVE PARA A EXISTÊNCIA'"


Faz mais ou menos um mês, li, no Gluck Project, a história da Daniela Pucci, ex-professora brasileira do MIT que largou a vida acadêmica pra virar dançarina de tango profissional. Incrível. Semana passada, descobri que ela é irmã de uma amiga minha do clube. A proximidade, não sei… fiquei ainda mais tocada. Deu vontade de reler a entrevista. Que, mais ainda, fez tanto sentido...


"Sinto que viver, e especialmente ser consciente de nossa condição, é incrivelmente difícil, é a carga do ser humano: viver sabendo da arbitrariedade do sofrimento, de nossa impotência diante da tragédia, doença, de todos os males que afetam os seres que amamos, viver lembrando de nossa própria mortalidade. A religião, de alguma forma, tenta resolver isso, oferece uma teoria. Mas, na minha mente - que até hoje funciona mais pela lógica - eu consigo, no máximo, ser agnóstica, admitindo que não posso saber se tudo tem um motivo ou é completamente aleatório. Não é uma posição muito confortante ou satisfatória. Como alternativa, alguns de nós buscamos aliviar ou resolver essas questões pela ciência, que também está limitada em suas respostas. E o tango, no final, não pode me dar nenhuma resposta, mas me dá outra coisa: faz com que todas essas questões se tornem 'irrelevantes'. O tango tem esse poder de me ancorar no presente, no prazer físico do movimento, no prazer emocional do encontro com a música e com outra pessoa. Minha crise existencial se dissolve diante disso."


(a aspa do título do post também é dela e está em outra parte da entrevista)


[o toque, o sentido, a música]

24.11.13

É SÓ FECHAR OS OLHOS E SENTIR








Eu conheci Vitor Araújo trabalhando no Elena - é dele a música mais linda do filme. E porque tenho pensado muito em quanto (e como) Elena mudou minha vida, tive vontade de ouvir Valsa pra Lua e mais do Vitor. E fiz isso incontáveis vezes e o fim semana de chuva veio muito a calhar. Fim de semana de calma.

Leve.


[não por acaso, ontem fiz uma das melhores aulas de yoga até hoje. tão dentro. e, de novo, tão leve]

23.11.13

"ELES NÃO SE MATAVAM PORQUE ELES CULTIVAVAM A BELEZA"





"Em toda obra de arte há um elemento de dor. A gente produz a beleza pra lutar contra a tragédia. Essa é uma observação que Nietzsche faz no livro 'As origens da tragédia a partir do espírito da música'*. Os gregos tinham um agudo senso do trágico— não eram como os cristãos, que sempre têm final feliz porque ainda que tudo aconteça de desgraça, você vai pro céu. Os gregos, não. A tragédia era tragédia. Nietzsche, então, faz a pergunta: se eles eram assim tão dominados pelo espírito trágico, por que não se matavam? A resposta que sugere é: eles não se matavam porque cultivavam a beleza. A beleza permitia que eles olhassem para a tragédia face a face".

Assistindo ao doc "Eu Maior" (deste post), vi que essa fala do Rubem Braga tem tudo a ver com a premissa de um outro doc (deste post), inspirado pela frase do Ferreira Gullar que vale repetir:

"A arte existe porque a vida não basta"


[tristeza em pensar que beleza não seja mais sinônimo de arte. que tenha sido reduzida a tão pouco]


*há variações no nome desse livro, por causa de diferentes traduções e edições. A que encontrei mais recorrentemente foi "A origem da tragédia: proveniente do espírito da música"

Essa série de imagens chama Alternate Reality e é deste flickr

SÃO PAULO WALK AND TALK








São Paulo Walk é uma página no Facebook que publica fotos da cidade enviadas por qualquer pessoa - desde que sejam legais. Lembrei de um post que fiz em Londres, em 2010 e peguei as que estão acima.

London was asking, São Paulo is talking and I'm a word lover as always.

22.11.13

PRAIA DO SONHO



Neste link você simplesmente vê Cacilda Becker dançando livre, leve e linda numa praia em Itanhaém. Que deve ser a do Sonho, já que esse é o nome do filme.

Pouco menos de um minuto e meio da mais pura arte não restaurada. Muda.

Põe uma música pra tocar na cabeça e assiste.


[vestido branco, areia e mar]


"A ARTE EXISTE PORQUE A VIDA NÃO BASTA"



Tão linda a frase de Ferreira Gullar que inspirou esse doc

[não basta]

19.11.13

QUE LOS CUMPLA FELIZ



A página no Facebook do BFI (British Film Institute) postou uma das frases mais emblemáticas de Brilho Eterno pra comemorar o aniversário do Charlie Kaufman (que eu considero gênio, assim como a maior parte da humanidade).

"Constantly talking isn't necessarily communicating"

Minha frase do filme é outra. Falei dela semana passada, não por acaso num restaurante. Eu sempre observo casais que comem mudos. Eles podem estar apenas momentaneamente brigados.

"Are we like those bored couples you feel sorry for in restaurants? Are we the dining dead?"

Ou ser do tipo living dead.

Mas, hoje, minha frase seria outra. Tão frugal que poderia ou não estar na boca de Clementine em Brilho Eterno.

"You know me, I'm impulsive."

Mas tá. E isso faz toda a diferença.


[joel: that's what i love about you]

8.11.13

THANKS, AGAIN, PATTI




"To be a human being at this times it's all difficult. You've got to go through life hopefully trying to stay healthy, you know, being as happy as you can and pursuing, you know, doing what you want.

If what you want is to have children, if what you want is to be a baker, if what you want is to live out in the woods or try to save the environment or maybe what you want is to write scripts for detective shows.

It doesn't really matter, you know, what matters is to be... is to know what you want and pursue it and understand that is gonna be hard because life is really difficult. You're gonna lose people you love, you're gonna suffer heartbreak, sometimes you'll be sick, sometimes you'll have a really bad toothache, sometimes you'll be hungry, but on the other hand you'll have the most beautiful experiences.

Sometimes just the sky, sometimes, you know, a piece of work that you do that feels so wonderful or you find somebody to love, your children…

There're beautiful things in life so when you're suffering, just, you know, it's part of the package, you know. You look at it: we're born and we also have to die. We know that so it makes sense that you're gonna be really happy and things are gonna really fucked up too. Just ride with it. It's just like a roller coaster to ride, it's never gonna be perfect.

It's gonna have perfect moments and then rough spots but it's all worthy. Believe me, I think it is."


Via

6.11.13

COLETIVO



Vira e mexe, faço, mentalmente, curadoria de post. Isso acontece quando pessoas que não se conhecem escrevem, em algum lugar online, frases que se complementam, contrapõe, são iguais, se parecem… enfim, parece combinado, é uma coisa meio doida. E sei que não acontece só comigo. Hoje, lendo o texto do Emilio Fraia (o mesmo do post anterior), na parte em que ele fala do filme Mother, tive quase um déjà vu ao contrário. Fiquei pensando, pensando... onde é que eu tinha lido a ideia oposta? No facebook do Mario Amaya, alguns dias antes, sobre Blue is the Warmest Color.




"Apesar da dança excelente, esta cena de abertura pode sugerir que pela frente vamos esbarrar numa história lírica, existencial, morosa e/ou contemplativa. Nada mais errado. Mother é um filme praticamente de ação, thriller dos melhores (…)."




"Inexplicavelmente, ao ver o trailer senti a mesma pancada no peito que dá na protagonista ao virar o rosto para contemplar pela primeira vez aquela que será sua futura namorada. Eis um trailer que consegue comunicar o espírito intenso do filme, considerado por alguns como controverso (…)."

LEITMOTIVS



Leitmotiv

Algumas palavras a gente não pode conhecer muito tarde. Elas fazem falta.

Leitmotiv aparece neste post do Emilio Fraia no blog da Companhia das Letras. Duas vezes. Na primeira, eu pus no google.

Leitmotiv tem definição na dramaturgia, na música, na literatura, na psicanálise. Segundo a wikipedia.

Meia branca, fio de cabelo, caroço de ameixa. Emilio trocou a ordem quando escreveu o título.

E eu usei a mesma imagem que ele pra ilustrar meu post.


[...]

[leitmotiv]

5.11.13

"FROM 'WHAT'S NEW PUSSYCAT' (1965) TO 'TO ROME WITH LOVE' (2012) THERE'S PLENTY OF SEX TALK TO BE HAD"



Vídeo feito pelo Official Comedy e publicado ontem pelo IndieWire.

[making love. had har]

"IF I CAN'T DANCE IT'S NOT MY REVOLUTION"



Outro dia, fui fazer uma aula de yogadance. Quase não dá pra me ver mas eu tô ali, no vídeo acima (em dois frames, um de costas e um de frente), na prática linda da Fernanda Cunha no Gam Yoga.

A prática é realmente linda. E eu faria de novo, se rolasse regularmente. Mas mais pela yoga fluida. Que essa ainda não é minha dança.

[e eu acho que já encontrei mas há segredos não reveláveis até neste blog]

4.11.13

"…BUT, CATLIKE, HE WOULD SUDDENLY REAPPEAR, AND DISARM ME WITH SOME DELMORE SCHWARTZ LINE ABOUT LOVE OR COURAGE"



"I didn't understand his erratic behavior or the intensity of his moods, which shifted, like his speech patterns, from speedy to laconic. But I understood his devotion to poetry and the transporting quality of his performances. He had black eyes, black T-shirt, pale skin. He was curious, sometimes suspicious, a voracious reader, and a sonic explorer. An obscure guitar pedal was for him another kind of poem. He was our connection to the infamous air of the Factory. He made Edie Sedgwick dance. Andy Warhol whispered in his ear. Lou brought the sensibilities of art and literature into his music. He was our generation's New York poet, championing its misfits as Whitman had championed its workingman and Lorca its persecuted".

Aqui, a íntegra do texto lindo de Patti Smith sobre Lou Reed na New Yorker.

E aqui, a carta escrita no The East Hampton Star, de Long Island, pela mulher dele, que assina assim:

Laurie Anderson
his loving wife and eternal friend

[sigh]