4.12.13

CHICAS




Domingo à tarde, terminei de ler Todos Nós Adorávamos Caubóis, da Carol Bensimon.

Putz, não gostei muito. Apesar de ser um livro curto (tem 190 páginas) li ao longo de toda semana passada. E sei que só mais perto do fim, talvez em 3/4 de livro - seria na quinta-feira? - quando a tensão da relação entre as personagens se exacerbou (e não na estrada - embora a tensão estivesse ali todo tempo), passei a achar o livro mais interessante. O negócio é que em 2009 eu li Pó de Parede, primeiro livro da Carol e amei. Achei incrível, ainda mais pra uma iniciante. Talvez a expectativa fosse grande demais, enfim.

Leia Pó de Parede. Além de tudo é de uma editora chamada Não Editora.

[né?]

Ouça Todos Nós Adorávamos Caubóis. Na verdade, uma playlist feita pela autora com as bandas que ela ouvia enquanto escrevia o livro. Eu curti.

Já o booktrailer, se você não leu o livro, não assista. Pelo amor de deus, como é que rosto e voz das personagens de um livro podem ser definidos por alguém que não o leitor, que não sua imaginação? É herético.

Mas se você quiser uma resenha detalhada (boa) e positiva, tem aqui.



Ontem, comecei a ler o primeiro livro da Tatiana Salem Levy, a Chave da Casa. Óbvio, não tenho ainda nada pra falar. Mas, ano passado, li Dois Rios e pirei. Me tocou demais. Influenciou muito o fato de ser uma história de irmãos e eu estar num momento muito tenso com um dos meus. Percebi isso quando reli, quase na sequência, Manuelzão e Miguilim. Em diversas passagens, e principalmente no fim, chorei alto, de soluçar.

É claro que a literatura, assim como o cinema autoral, funcionam como espelho. E quanto maior a identificação, mais a chance do bicho pegar (pro bem e pro mal - quem nunca odiou um filme ou livro porque de alguma forma se "viu" ali?). Mas não é só isso. Pra citar um, gostei demais de As Correções, do Jonathan Franzen - e, putz, nada mais distante de mim.



As duas tão entre os 20 brasileiros da Granta


[as imagens são do booktrailer do caubóis. daria pra fazer ele todo assim, sem matar a fantasia do leitor]

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